SÃO PAULO - A queda no preço das commodities e a fuga de investimentos estrangeiros do Brasil nos últimos dois meses derrubaram o valor de mercado da Petrobras em US$ 97,5 bilhões. Segundo a Economatica, essa é a maior perda de valor de mercado registrada nas Américas, excluindo o Canadá.

Para chegar a tal constatação, a consultoria comparou o valor de mercado da Petrobras em 20 maio, data na qual a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) atingiu seu último recorde de fechamento, com o valor de hoje.

De acordo com a Economatica, o valor de mercado da estatal bateu de US$ 303,6 bilhões em 20 de maio e agora é está em US$ 206,1 bilhões, queda de 32%. Nesse mesmo período, o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, perdeu 25%.

Mantendo a base de comparação, a segunda maior perda de valor de mercado dentro do período analisado também é de uma empresa do setor de petróleo e gás. A norte-americana Exxon perdeu US$ 93,6 bilhões no período, com valor de mercado recuando de US$ 499,6 bilhões, para US$ 406 bilhões.

Na terceira colocação aparece mais uma empresa brasileira. A mineradora Vale do Rio Doce viu seu valor de mercado cair de US$ 193,8 bilhões em 20 de maio, para R$ 127,4 bilhões agora, uma redução de US$ 66,3 bilhões, ou 34%.

A Economatica também analisou a variação do valor de mercado apenas para as empresas brasileiras, desta vez em reais. Mantendo o período analisado, a Petrobras perdeu R$ 169 bilhões em dois meses em meio, e vale hoje R$ 344,17 bilhões, contra os R$ 503,1 bilhões de 20 de maio. A Vale teve a segunda maior baixa, com R$ 114,4 bilhões sumindo desde maio. O valor de mercado da mineradora caiu de R$ 321 bilhões para R$ 206,6 bilhões.

Ainda no ranking brasileiro, CSN, Bradesco e Banco do Brasil perderam mais de R$ 20 bilhões em valor de mercado cada um no período estudado.

Para calcular o valor de mercado a Economatica multiplicou o preço da ação ON pela quantidade de ações ON (ex posição em tesouraria) e somou ao preço da ação PN multiplicado pela quantidade de ações PN (ex posição em tesouraria). O cálculo em dólares das empresas brasileiras foi efetuado dividindo o valor de mercado em reais em cada data analisada pela Ptax (média das cotações do dólar apurada pelo Banco Central) da data.

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