RIO DE JANEIRO (Reuters) - Dias depois de alertar que a Petrobras vai construir a refinaria de Pernambuco com ou sem a venezuelana PDVSA, o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, assina nesta sexta-feira autorização para a segunda etapa da obra. Com a presença da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do governador do Estado de Pernambuco, Eduardo Campos, Costa dará a largada para a construção da casa de força da Refinaria Abreu e Lima, um investimento de 960 milhões de reais e que vai gerar 150 megawatts para a unidade.

O diretor havia informado esta semana que a PDVSA não quer atrelar o preço do petróleo venezuelano que estava previsto para ser utilizado na refinaria ao preço do mercado internacional, como quer a Petrobras, criando um impasse nas negociações.

O acordo de acionistas e o estatuto da refinaria já foram assinados, segundo Costa.

O investimento previsto para a unidade gira em torno dos 4 bilhões de dólares, segundo levantamento em 2006, valor que poderá ser revisto no Plano de Negócios 2009-2013 da Petrobras que será divulgado esta noite pela estatal.

A Petrobras tem 60 por cento do capital na refinaria e a PDVSA o restante. Já o fornecimento de petróleo seria fornecido meio a meio por cada companhia para processar 200 mil barris por dia.

(Por Denise Luna)

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