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A Petrobras divulgou nesta tarde um comunicado ao mercado informando sobre a situação da greve dos petroleiros na Bacia de Campos, iniciada hoje. A empresa diz na nota que acionou seu plano de contingência, garantindo a continuidade operacional, a segurança de suas operações e o abastecimento do mercado.

De um total de 38 plataformas de produção na Bacia de Campos, somente duas plataformas ainda estão totalmente paralisadas. A redução total da produção ao meio dia de hoje alcançava 136 mil barris diários (cerca de 7% da produção no Brasil), sem afetar o fornecimento de combustíveis para o consumidor.

As plataformas de perfuração operam normalmente. "Ainda no sábado, antes do início da paralisação iniciada à zero hora de hoje, o Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro concedeu liminar à Petrobras, determinando que as instalações não podem ser ocupadas, os trabalhadores em greve devem desembarcar e aqueles que desejam trabalhar devem ter acesso às instalações", diz a nota. A direção da companhia "faz questão de ressaltar mais uma vez que a mesa de negociação deve prevalecer como forma mais adequada para o bom relacionamento entre a empresa, sua força de trabalho e as entidades sindicais". Não há mais detalhes na nota.

Reivindicações

O impasse entre a Petrobras e o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) refere-se à maneira como a companhia mede a jornada de trabalho dos petroleiros. O Sindipetro-NF pede o reconhecimento do dia de desembarque das plataformas como dia de trabalho. Hoje, os turnos na Bacia de Campos são de 14 dias de trabalho embarcado por 21 de folga. Como o primeiro dia de folga é praticamente perdido no transporte entre a plataforma e o continente, conforme argumentam os trabalhadores, o sindicato propõe uma mudança nos turnos para 15 dias trabalhados e 20 de folga, para efeitos de pagamento.

A outra reivindicação dos trabalhadores, de aumento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), é levada à estatal por meio da Federação Única dos Petroleiros (FUP), pois trata-se de um pleito que tange os funcionários da companhia em todas as unidades no País. A FUP decidirá se a greve será de alcance nacional.