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Petrobrás garante que planejamento sai até o fim do ano

Embora admita não ter clareza sobre as dimensões da crise econômica, o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, afirmou ontem não acreditar que a situação atual prejudique os investimentos de longo prazo da companhia. A estatal está trabalhando na conclusão de seu planejamento estratégico para o período de 2009 e 2013, com visão de negócios até 2020, e vem encontrando dificuldades para estabelecer as premissas econômicas que sustentam o programa de investimentos.

Agência Estado |

O Conselho de Administração da companhia se reúne nesta sexta-feira e, segundo fontes, deve aprovar mais um adiamento na divulgação do plano - que originalmente seria divulgado no início de setembro.

Gabrielli não quis adiantar uma data, frisando apenas que o trabalho será finalizado ainda este ano. "Com certeza (o plano sairá este ano)", respondeu, ao ser indagado por repórteres sobre o tema durante o lançamento do Programa Petrobrás Cultural 2008/2009, no Rio.

Na avaliação do executivo, ainda não é possível identificar quais serão os efeitos futuros da crise atual. "Você hoje tem uma crise de solvência, de liquidez no mercado de crédito originada fortemente pela economia americana, pelo lado financeiro. E tem desdobramentos na Europa, que afeta o setor bancário de crédito. Não se tem ainda muita clareza sobre as dimensões, sobre a profundidade dela (da crise) e como isso chega à economia real." Gabrielli afirmou, porém, que alguns dos efeitos da crise não devem provocar impacto em investimentos futuros.

No caso do preço do petróleo, por exemplo, ele argumentou que o plano de investimentos da companhia trabalha com um "preço de robustez", que representa o valor no qual um projeto garante um nível mínimo de rentabilidade. No planejamento atual, que cobre o período entre 2008 e 2012, o preço de robustez é de US$ 35 por barril.

"Quando fazemos projeções, não trabalhamos com o preço atual de mercado (do petróleo). Projetamos não o que esperamos, mas aquele preço que reduz o risco de nossos investimentos. Não tem nada a ver com o que está acontecendo no mercado hoje", afirmou. Em apenas três meses, as cotações internacionais do petróleo despencaram da casa dos US$ 140 para abaixo dos US$ 80 por barril. Anteontem, o banco Goldman Sachs reviu para US$ 70 por barril sua projeção de petróleo para o final do ano.

Gabrielli foi cauteloso ao comentar possíveis efeitos da falta de liquidez no mercado internacional sobre os planos de captação da companhia. "Vamos analisar as condições dos projetos e as condições de financiamento", disse. Ele disse acreditar, no entanto, que as movimentações do mercado hoje em dia não "representam visões de longo prazo".

O executivo elogiou a ação coordenada de governos e bancos centrais esta semana para ajudar o sistema financeiro internacional. Entretanto, ainda considera difícil dizer que o pior da crise já passou. "É difícil dizer. Você não sabe se o pior já passou ou se não passou, pois você não sabe a dimensão do problema. Você está tendo uma doença grave que está em um episódio agudo, grande, mas que é uma doença grave", avaliou. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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