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Petrobras garante produção apesar das mobilizações e atrasos em todo o País

Rio de Janeiro - A Petrobras afirmou hoje que sua produção está totalmente normalizada, apesar da greve de 48 horas iniciada na madrugada por trabalhadores da empresa em várias unidades do País.

EFE |

 

Porta-vozes da Petrobras, que produz 1,87 milhão de barris de petróleo por dia, disseram à Agência Efe que o plano de contingência iniciado pela empresa à meia-noite passada garantiu que todas suas unidades funcionassem normalmente, incluindo tanto as plataformas marinhas de exploração quanto as refinarias.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), que convocou a greve e reúne todos os sindicatos da Petrobras, disse que conseguiu mobilizar os funcionários da companhia petrolífera em todo o país e esclareceu que sua intenção, pelo menos desta vez, não é paralisar a produção da empresa.

Segundo a FUP, a greve de 48 horas iniciada hoje pretende mostrar solidariedade aos trabalhadores das plataformas de Campos, que começaram outra greve, desta vez de 5 dias, que não alcançou o objetivo de paralisar a produção, em uma região que é responsável por 80% do petróleo extraído pela Petrobras no Brasil.

Também é uma preparação para a greve de cinco dias, com paralisação da produção incluída, que será convocada a partir de 5 de agosto, caso a Petrobras não aceite garantir a participação dos funcionários nos lucros da companhia.

"As mobilizações de hoje afetam as refinarias, os terminais de produção, as áreas de produção terrestres e marinhas, e as unidades administrativas da Petrobras", afirma um comunicado divulgado pela FUP.

"Nas unidades administrativas da Petrobras, os trabalhadores também aderiram à mobilização, com atos e atrasos em São Paulo, Rio Grande do Norte e Vitória", acrescentou a nota.

A FUP denunciou que, com seu plano de contingência, a Petrobras está retendo ilegalmente trabalhadores em algumas unidades para garantir a produção e impedindo a entrada de líderes sindicais em locais onde não houve adesão à greve.

É uma "repressão que nem na época da ditadura militar ocorria nas unidades da Petrobras, e que agora a direção da empresa utiliza para tentar impedir a livre manifestação dos trabalhadores, como garante a Constituição", diz o comunicado.

Ao contrário dos sindicatos nacionais, que exigem participação dos funcionários nos lucros da empresa, os trabalhadores de Campos reivindicam que o dia que perdem para viajar até as plataformas seja considerado dia de trabalho, já que atualmente não é levado em conta para efeitos salariais.

Apesar da greve, a Petrobras enviou equipes de contingência a 12 das 38 plataformas nas quais os empregados conseguiram paralisar as operações, e garantiu toda a produção na Bacia de Campos, que é de quase 1,5 milhão de barris diários.

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