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Petrobras fará capitalização com ou sem Congresso

Por Denise Luna RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras irá ao mercado capitalizar a empresa com ou sem aprovação do Congresso Nacional da operação vinculada à cessão onerosa do governo, informou nesta quarta-feira o presidente da companhia, José Sergio Gabrielli.

Reuters |

No caso de não aprovação da cessão da União de direitos de exploração de até 5 bilhões de barris, a companhia buscaria outras formas de levantar capital.

Em teleconferência com analistas para comentar o resultado da companhia no quarto trimestre de 2009, Gabrielli afirmou que o plano de capitalização é fundamental para viabilizar os investimentos de até 220 bilhões de dólares previstos para o período de 2010 a 2014.

"Estamos trabalhando com capitalização sim para 2010", afirmou. "Estamos trabalhando com a hipótese que não pode deixar de ter capitalização em 2010, se o Congresso não aprovar vamos ter que ter outra alternativa de capitalização", antecipou o executivo.

O texto básico do projeto de capitalização da Petrobras foi aprovado no dia 2 de março na Câmara dos Deputados e seguirá para tramitação no Senado sob regime de urgênia.

"Nesse momento estamos trabalhando com a hipótese de que o governo está trabalhando com a urgência constitucional para aprovar os quatro projetos (do pré-sal) até junho", afirmou.

Além da capitalização, tramitam no Congresso projetos para implantação do regime de partilha no país, criação de um fundo social para receber as futuras receitas com o pré-sal, e de uma nova empresa para fiscalizar os custos de extração da região, a Petrosal, cujo nome ainda poderá ser modificado.

O projeto de capitalização prevê que o governo brasileiro, dono de 32 por cento do capital total da Petrobras, fará o aporte da sua parte por meio da cessão de direitos de exploração de áreas do pré-sal não licitadas, que já estão sendo avaliadas, até o limite de 5 bilhões de barris de pertróleo.

"Não estamos supondo que a capitalização ocorrerá no segundo semestre. A capitalização ocorrerá no primeiro semestre", afirmou, acrescentando que a idéia de colocar a operação no mercado antes do verão no hemisfério norte continua de pé.

Enquanto aguarda o Congresso, Gabrielli informou que a empresa está adiantando todos os trâmites burocráticos possíveis.

"Temos que fazer uma série de ações societárias paralelas para que o período pós sanção presidencial seja o menor possível", disse Gabrielli, ressaltando que no caso da operação ser desvinculada da cessão onerosa não haveria problema devido ao "portfólio robusto de projetos dentro do regime de concessão", que atrairiam investidores.

"Há um 'frisson' muito grande no mercado em relação à capitalização, vários investidores estão interessados", informou.

Estimativas do mercado e de membros do governo colocam o valor total da operação de aumento de capital da Petrobras entre 30 e 60 bilhões de dólares, o que se converteria em uma das maiores da história.

MINORITÁRIOS

Gabrielli disse ainda que o volume final dos investimentos da empresa para o período 2010-2014 vai depender do tamanho do aporte dos minoritários na capitalização, se for aprovada no Congresso, que por sua vez deverá variar de acordo com o valor do barril do petróleo.

A empresa informou na última sexta-feira que o plano de investimentos 2010-2014 deverá ficar entre 200 e 220 bilhões de dólares, ante 174,4 bilhões de dólares no período de 2009 a 2013.

O presidente da estatal disse que o aporte dos acionistas não controladores deverá ficar entre 15 e 25 bilhões de dólares.

Segundo ele, se o valor do barril do petróleo na época da capitalização for de 64 dólares, o aporte dos minoritários seria de aproximadamente 15 bilhões de dólares. Se o preço do petróleo for de 77 dólares o barril, esse aporte subiria para cerca de 25 bilhões de dólares.

Nesta quarta-feira, o barril do petróleo tipo Brent, geralmente considerado pela estatal em suas projeções, operava em queda de 1,2 por cento por volta das 14h45, cotado a 79,6 dólares o barril.

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