O novo planejamento estratégico da Petrobras deve incluir a construção de mais uma refinaria, além das cinco já projetadas. O objetivo é processar o petróleo das descobertas do pré-sal, não contempladas no planejamento atual.

O novo plano de investimentos, que terá como horizonte o ano de 2020, será anunciado em outubro com "aumento substancial" no volume de investimentos, segundo o diretor de Abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa.

"Talvez tenha mais uma (refinaria), mas deve ficar para o final do período do planejamento estratégico", disse. A estatal tem cinco projetos que ampliarão em 1,3 milhão de barris/dia a capacidade nacional de refino, hoje de 1,9 milhão de barris/dia. A ampliação cobre as projeções atuais de produção, sem o pré-sal, que chegam a algo entre 3,2 milhões e 3,5 milhões de barris/dia em 2015.

Costa, que ontem participou do evento World Refining and Fuels, não deu detalhes sobre a nova refinaria. Mas já é de conhecimento o desejo do governo de evitar a exportação de petróleo cru.

Dos projetos atuais, a ampliação da unidade de refino do Rio Grande do Norte, que passará a produzir gasolina, será o primeiro a entrar em operação, em 2010. Um ano depois, virá a Refinaria de Pernambuco, com capacidade para 200 mil barris. Em 2013, será a vez do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, que transformará 150 mil barris de óleo em produtos petroquímicos. As refinarias Premium do Ceará (300 mil barris) e Maranhão (600 mil barris) iniciarão operações de 2013 a 2016.

Costa afirmou que o início da produção no pré-sal em Jubarte tem importância semelhante ao início da produção com plataformas flutuantes na Bacia de Campos, nos anos 80. "Aquele projeto deu as bases para a descoberta das águas profundas da Bacia de Campos. Não tínhamos idéia de que descobriríamos campos gigantes como Marlim."

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