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Petrobras está otimista com a descoberta de petróleo e com os biocombustíveis

A Petrobras acredita num futuro promissor, graças às recentes descobertas de petróleo ao longo das costas brasileiras, às suas apostas em biocombustíveis, e à sua hegemonia contestável no Brasil, um gigante emergente.

AFP |

"É uma tarefa importante desenvolver o que nós temos nas mãos", declarou esta semana durante o XIX Congresso mundial do petróleo de Madrid Segrio Gabrielli, presidente da empresa.

A Petrobras descobriu nos últimos meses várias jazidas de hidrocarbonetos off shore na Bacia de Santos. O solo é o de Tupi, com entre 5 e 8 bilhões de barris de petróleo.

Nas outras áreas, "sabemos que tem muito petróleo, mas ainda não sabemos quanto", declarou Gabrielli, satisfeito com os "bons resultados" obtidos em exportações e com as reservas "amplas" descobertas

O Brasil, que ocupa o 14º lugar mundial em termos de reservas, com 14 bilhões de barris, vai ganhar posições.

Estas descobertas e a força da empresa no mercado interno fazem da Petrobras um grupo tranqüilo diante da crise causada pelo terceiro choque do petróleo, com preços que não param de subir. Como está se lançando no ramo dos biocombustíveis, num país líder no mundo, em que 44% da energia produzida é de origem renovável.

"Ninguém é imune às grandes crises, mas somos vacinados contra pequenas crises", afirmou Gabrielli, lembrando que o grupo refina quase toda sua produção e que 85% dos 3 milhões de barris que produz por dia são consumidos diretamente no Brasil.

"As outras grandes companhias são grandes exportadoras, ou então não gozam da mesma situação de refino", declarou.

Por isso, o dinamismo da economia brasileira é muito importante para nós, visto que o crescimento do PIB determina a demanda de petróleo, e portanto as reformas da Petrobras.

O Brasil é considerado um dos gigantes emergentes, com uma população de aproximadamente 184 milhões de habitantes e taxas de crescimento econômico anuais superiores a 5% nos últimos anos.

Mas, enquanto vários produtores de petróleo se preocupam com a evolução da demanda, que pode se tornar um problema em razão da disparada dos preços, a Petrobras não está preocupada, porque o aumento do petróleo no mundo não tem repercussões nas bombas brasileiras.

"Nos cinco últimos anos, nossa política de preços foi a de não repassar a alta dos preços mundiais ao mercado brasileiro", explicou Gabrielli. Com isso, a "forte incerteza sobre a demanda mundial não atinge o Brasil".

Outra particularidade brasileira, os recursos em massa aos biocombustíveis, mais especificamente o etanol, que representa 50% do combustível utilizado pelos motoristas dos países sul-americanos.

Nestas condições, a Petrobras decidiu romper barreiras e acaba de abrir uma filial especializada, a Petrobras Biocombustibles.

O objetivo é de investir US$ 1,5 bilhão daqui a 2012, para produzir 938.000 metros cúbicos de biodiesel por ano, 1,6 milhão de m3 por ano de combustíveis à base de óleo vegetal e 4,76 milhões de m3 por ano de etanol, somente para exportação.

"A idéia já existia há oito anos. Queremos desenvolvê-la enquanto empresa do Estado que procura fazer negócios de modo duradouro", num país em que o potencial é importante, explicou à AFP Ricardo Castello Branco, diretor da jovem filial.

Por fim, Gabrielli declarou não esperar que os preços do petróleo diminuam consideravelmente num momento em que estão aumentando os custos de produção, o que gera necessidade de novos investimentos no setor.

"Não se pode esperar que os preços baixem", insistiu Gabrielli em um discurso no Congresso Mundial de Petróleo na capital espanhola.

"A especulação existe, mas não tem a ver com a tendência a longo prazo de altas, causadas principalmente pelo aumento da demanda, ao que o setor pode responder com mais investimentos", explicou.

"Nós enfrentamos um aumento de custos enorme no setor, já que é preciso construir nova infra-estrutura para ter acesso a novas reservas", prosseguiu.

"Os custos de produção estão subindo rapidamente e, além disso, vamos precisar de mais mão-de-obra, que é preciso formar", continuou.

"E as águas profundas (onde a companhia encontrou várias jazidas nos últimos meses) são mais caras de se explorar", afirmou.

"Com as reservas existentes, podemos aumentar a produção, mas a um custo superior ao atual, por isso vamos enfrentar o desafio de tomar decisões sobre novos planos de investimento, decisões difíceis, mas necessárias".

E, no futuro, segundo ele, apesar das reservas cada vez menores e de menos descobertas de jazidas, podem ser identificadas novas oportunidades de descobertas no Atlântico Sul e na região do Ártico, entre outras.

esb/lm/cn

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