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A Petrobras está tranquila com relação a cumprir os planos de investir R$ 60 bilhões este ano. A afirmação é do diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa.

Ele confirmou que o plano de investimentos da empresa contempla um preço médio de petróleo na casa dos US$ 37 por barril. Segundo e executivo, cada dólar em média acima deste valor significa "mais US$ 500 milhões na conta da Petrobras. Isso quer dizer que se a média do ano ficasse na casa dos US$ 47 o barril, teríamos uma necessidade de captação US$ 5 bilhões menor", afirmou Barbassa.

Segundo ele, uma redução no valor de aquisição de equipamentos já deve ser sentida no primeiro trimestre. "Estamos negociando em várias licitações e estamos preparando outros modelos de licitações para reduzir os preços. Isso vai se refletir no valor final do contrato", disse, citando como exemplo as plataformas P-55 e P-57, que foram renegociadas antes da crise e tiveram reduções em seus preços superiores a 20%.

De acordo com Barbassa, em termos de captação financeira a Petrobras também está "bem amparada". Segundo ele, a companhia está concluindo as negociações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o acordo de financiamento de R$ 25 bilhões para este ano. A empresa também tem os próximos dois anos para quitar o empréstimo-ponte feito com bancos nacionais. Do total de US$ 6 bilhões, diz ele, US$ 1,5 bilhão foi captado no mercado de capitais. "Estamos atentos a boas oportunidades, mas temos tempo", disse.

Ele ainda destacou em conferência com analistas e acionistas da companhia na sede da empresa no Rio, que a Petrobras está em posição confortável para aumentar seu índice de endividamento até 35%. Segundo o balanço da estatal divulgado na última sexta-feira, em 2008 a companhia fechou o ano com endividamento de 26% sobre seu capital. Apesar de ter aumentado em 83% seu endividamento total em reais, passando de R$ 26,6 bilhões para R$ 48,8 bilhões, Barbassa destaca que a maior parte da dívida é em dólar e sofreu um impacto cambial de aproximadamente US% 9 bilhões com a desvalorização da moeda nacional no último trimestre. Ou seja, em torno de R$ 20 bilhões desta dívida referem-se a ajustes cambiais.

"Como o nosso produto é dolarizado, o ideal é que nossas dívidas também sejam avaliadas sob este aspecto. E em dólar nossa dívida aumentou em apenas R$ 5 bilhões", explicou Barbassa.

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