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O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, revelou hoje que a companhia já encontrou indícios da presença de sal em águas profundas e ultraprofundas na costa do Nordeste brasileiro. Segundo o executivo, ainda não é possível determinar a característica desse sal, mas é cabível fazer a análise de que o processo sedimentar para a formação da camada de sal ocorreu também naquela região.

O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, revelou hoje que a companhia já encontrou indícios da presença de sal em águas profundas e ultraprofundas na costa do Nordeste brasileiro. Segundo o executivo, ainda não é possível determinar a característica desse sal, mas é cabível fazer a análise de que o processo sedimentar para a formação da camada de sal ocorreu também naquela região.

"Nas estimativas geológicas já existem indicações da presença de sal. São estimativas que valorizam a parte norte de Alagoas para a ocorrência de sal e de eventuais reservatórios abaixo desse sal", afirmou o executivo, durante o seminário "Os reflexos da descoberta do Pré-sal no desenvolvimento do Nordeste" que está sendo realizado em Alagoas.

A camada de pré-sal, como é conhecida atualmente, vai de Santa Catarina até o Espírito Santo e a Petrobras ainda não divulgou oficialmente a descoberta de reservas localizadas abaixo da camada de sal no Nordeste. Estrella comentou que também há boas perspectivas em relação ao pós-sal na região de Sergipe e Alagoas, onde a Petrobras comunicou no começo de março o início de uma campanha de perfuração exploratória em águas profundas da Bacia de Sergipe-Alagoas. Pouco antes de anunciar o plano, que prevê investimentos de R$ 1,5 bilhão em Sergipe, a companhia havia informado sobre a descoberta de uma nova acumulação de petróleo leve em reservatórios na Bacia de Sergipe, na área de Piranema, no pós-sal. "Alagoas, no que diz respeito a águas profundas, está começando a se posicionar bem do ponto de vista geológico", destacou o executivo para o público local, evitando dar qualquer declaração mais clara sobre uma eventual descoberta de petróleo no pré-sal naquela região. Diante do potencial de exploração da localidade, Estrella afirmou que a Petrobras pretende participar de futuras licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para a área norte de Alagoas, seja terrestre ou marítima. "Temos efetivamente grande interesse em participar dessa licitação", reforçou o executivo, pouco antes de comentar a atratividade de explorações em outras regiões, como o território baiano e potiguar. Estrella também destacou que a companhia não tem a intenção de se desfazer de áreas no Nordeste, independente de seu tamanho. "O interesse (da Petrobras) em áreas terrestres, principalmente em áreas já produtoras de petróleo, continua concretamente elevado e não há nenhuma intenção da empresa de desistir ou não aproveitar seus campos maduros, ainda que pequeno seja." Para tanto, a companhia lançou um projeto para recuperação de campos antigos. Apenas em Alagoas, exemplificou Estrella, a Petrobras tem dois projetos. Um no campo de Furado e outro no campo de Pilar. "O projeto do Campo de Furado já está praticamente pronto e deverá ser futuramente levado para a diretoria." Esse projeto, segundo o executivo, deverá demandar aproximadamente R$ 90 milhões em investimentos.

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