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Petrobras emite US$ 1,5 bilhão em bônus

A Petrobrás voltou ao mercado internacional de dívida 30 dias contados depois da emissão soberana feita pelo Tesouro brasileiro no início de janeiro, com o lançamento, ontem, de US$ 1,5 bilhão em bônus com vencimento em 2018. Trata-se da primeira grande emissão de títulos por empresa brasileira desde o estouro da crise, em setembro.

Agência Estado |

Segundo o prospecto apresentado aos investidores, os recursos serão usados em propósitos corporativos gerais, empréstimos entre companhias e gastos com investimentos.

A companhia não comentou o assunto, mas fontes internas disseram que o fechamento da operação dependia apenas da aprovação de detalhes contratuais. Na primeira emissão de títulos após o recrudescimento da crise, a estatal deve pagar uma remuneração de 8,125% pelos títulos, bem superior aos 5,86% pagos na última emissão, há um ano. Na semana passada, a estatal mexicana Pemex emitiu títulos com taxa de 8,25%.

"Depois das emissões soberanas de países como o Brasil, as corporações com classificação de grau de investimento estão voltando aos mercados", comentou a gestora de portfólio da companhia de investimentos Invesco, Claudia Calich. Ela afirmou que existe uma janela para emissões corporativas de melhor qualidade. A demanda pelos papéis da Petrobrás teria sido de quatro vezes o volume oferecido.

A taxa, porém, foi considerada alta por analistas. "Se for para pagar dívida mais cara, vale a pena. Se for para fazer investimentos, poderia ter esperado um pouco mais", diz o analista da Ágora Luiz Otávio Broad. Depois da emissão soberana do Brasil, em 6 de janeiro, o mercado já acreditava no retorno gradual das corporações com excelente classificação ao mercado de dívida. Na semana passada, o diretor financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, chegou a comentar em Nova York que a companhia estudava a emissão de US$ 1,5 bilhão ainda no primeiro trimestre.

A Petrobrás já renegocia contratos com economia de um terço do previsto, numa estratégia para manter os projetos de investimentos com gasto menor. "É impossível imaginar que os custos dos equipamentos que estavam equiparados a um barril de US$ 150 não caiam agora que o barril está a um terço disso", comentou o diretor de exploração e produção da companhia, Guilherme Estrella.

Indagado sobre a possibilidade de um plano B para o caso de os custos internacionais e nacionais dos equipamentos não caírem, o diretor simplificou: "Se não tiver redução, não tem projeto". Mas longe de de cancelar projetos, a Petrobrás trabalha com a perspectiva de remanejamento de verbas para áreas que têm se mostrado rentáveis mais rapidamente por terem apresentado aspectos técnicos e geológicos interessantes. "Mal acabamos de elaborar o plano de negócios e constatamos projetos de pequena monta bastante rentáveis e que podemos antecipar", disse.

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