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Petrobras e siderúrgicas puxaram alta na Bovespa; dólar seguiu em alta

SÃO PAULO - A quinta-feira acabou sem tendência definida para os mercados brasileiros. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passou por cima da instabilidade externa e voltou a apontar alta.

Valor Online |

O dólar teve novo dia de valorização e se aproximou dos R$ 2,30. E o mercado de juros futuros recebeu novo sinal de acentuada retração econômica no mercado interno e passou a precificar atuação mais agressiva do Banco Central.

Depois de um começo de pregão pessimista, o fluxo de recursos para o setor de commodities falou mais alto que as mazelas externas, puxando uma valorização de 2,87% para o Ibovespa, que encerrou aos 41.990 pontos. O giro financeiro foi elevado, somando R$ 4,99 bilhões.

A alta foi garantida pelo bom desempenho dos ativos da Petrobras, Vale e siderúrgicas, que ganharam valor mesmo com a baixa no preço de algumas commodities, como o petróleo.

Em Wall Street, a cautela falou mais alto depois da divulgação de vendas pouco animadores pelas grandes varejistas. Os investidores retêm a tomada de posições esperando os dados sobre o mercado de trabalho, que serão apresentados ainda hoje. Ao final do dia, o Dow Jones registrava queda de 0,31%, Já na bolsa eletrônica Nasdaq, compras de final de sessão garantiram alta de 1,12%.

No câmbio, a perda de valor do real destoou de outras moedas, tanto de países emergentes quanto desenvolvidos, que ganharam espaço sobre a moeda norte-americana.

Para o operador de mercados futuro da Terra Futuro, Daniel Negrisolo, o preço da divisa brasileira está bastante relacionado com as commodities, em especial o petróleo, que perde valor no mercado externo. Além disso, Negrisolo avalia que a tendência segue de alta e que as perdas registras nos primeiros dias de 2009 foram apenas um repique técnico.

Uma puxada no final da sessão fez o dólar comercial encerrar na máxima do dia, valendo 2,290 na compra e R$ 2,292 na venda, ou alta de 2,32% sobre o valor de ontem. Em duas sessões, a divisa subiu mais de 5%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa subiu 1,79%, fechando a R$ 2,28. O giro financeiro somou US$ 229,5 milhões.

Depois da correção de preço da quarta-feira, os contratos de juros futuros retomaram a trajetória de baixa, apoiados e novas evidências de forte desaceleração da economia durante o quarto trimestre de 2008.

Quem deu o alerta foi a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Segundo a associação, no mês de dezembro, as fábricas produziram 102.053 veículos, o que representa uma queda de 54,1% ante o observado em dezembro de 2007. Sobre o novembro, a queda foi de 47,1% na produção.

Com isso, já é possível esperar que a produção industrial de dezembro tenha desempenho igual ou ainda pior que o de novembro, quando foi observada retração de 5,2%. Pior resultado desde 1995.

Os dados contribuíram para concentra as apostas de corte da Selic em 0,5 ponto, com os mais otimistas acreditando em corte de 0,75 ponto a 1 ponto percentual.

Ao final do pregão, o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, apontava baixa de 0,19 ponto percentual, para 11,87%. O contrato para janeiro 2011 caiu 0,20 ponto, a 11,95%, e janeiro 2012 apontava 12,07%, queda de 0,21 ponto.

Na ponta curta, o contrato para março de 2009 perdeu 0,06 ponto percentual, para 13,17%, e o DI para julho de 2009 recuou 0,17 ponto, projetando 12,43% ao ano.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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