RIO - A Petrobras, a PDVSA e representantes dos governos de Brasil e Venezuela confirmaram ontem o interesse de continuar as negociações para viabilizar o projeto da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco (PE). As duas empresas assinaram termo aditivo de 60 dais ao Contrato de Associação, que expiraria em 26 de março, com o propósito de prorrogar a negociação sobre a unidade.

A refinaria pernambucana está prevista para entrar em operação em 2011, com capacidade para processar 200 mil barris diários. Os investimentos previstos para a unidade são de US$ 4,5 bilhões e o objetivo da Petrobras é que 60% do capital fiquem com a estatal brasileira e os outros 40% com a companhia venezuelana.

As obras de terraplanagem da refinaria já foram iniciadas, mas a indefinição sobre o acordo impossibilitou por ora o aporte de recursos por parte da PDVSA. Em fevereiro, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, explicou que as divergências estavam centradas na questão da distribuição da produção da unidade e nos contratos de fornecimento de petróleo.

A PDVSA pretende comercializar sozinha a sua fatia da produção, enquanto a Petrobras defende que os produtos sejam vendidos, na sua totalidade, pela própria refinaria. Em relação ao preço do petróleo que será comprado pela refinaria, a PDVSA advoga a colocação de um multiplicador na equação do preço que será pago pelo óleo fornecido pela companhia venezuelana, posição combatida pela Petrobras.

O encontro de ontem em Brasília contou com a participação do ministro de Minas e Energia do Brasil, Edison Lobão; do ministro de Energia e Petróleo da Venezuela, Rafael Ramirez; e do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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