Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Petrobras e construção puxam queda de 5% da Bolsa

Em uma sessão de queda quase que generalizada na Bolsa paulista, as ações da Petrobras e da BM&FBovespa, mais os papéis de construção civil e de companhias aéreas se destacam entre as baixas. Às 13h09, o Ibovespa recuava 5,08%, aos 35.

Agência Estado |

370 pontos, diante da piora dos índices acionários norte-americanos e da recepção pouco calorosa do mercado aos resultados corporativos domésticos divulgados entre ontem à noite e hoje.

Nessa seara, Petrobras PN caía 8,49% e Petrobras ON perdia 8,77%, embora a estatal tenha divulgado lucro líquido recorde de R$ 10,85 bilhões no terceiro trimestre. Mas custos e despesas em ascensão, petróleo em queda e expansão do lucro trimestral puxada por resultado financeiro se sobrepõem ao primeiro dado, de forma que, na conta final, o balanço "não é tão bom quanto parece", nas palavras de analistas do Citi. O Credit Suisse, por sua vez, rebaixou a recomendação para a estatal de acima da média (outperform) para neutra.

BM&FBovespa também divulgou resultado crescente, porém o papel ON reage com queda de 6,16%. A companhia anunciou lucro líquido de R$ 235,611 milhões no terceiro trimestre, um crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2007. Contudo, mais cedo, o diretor-presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, informou que nos primeiros sete pregões do mês a redução na quantidade de contratos negociados na BM&F foi, em média, de 40% em relação à observada nos três meses anteriores. Na Bovespa, o volume diário de negociação está 35% abaixo do apresentado entre agosto e outubro.

Nas mesas de operação, a avaliação é a de que embora o petróleo em queda, no caso de Petrobras, e o encolhimento do giro, no caso da BM&FBovespa, repercutam negativamente nas respectivas ações, hoje pesa mais sobre os papéis brasileiros a falta de comprador final em Bolsa. "O que há é compra de giro, muito pontual. Isso não faz volume e leva as ações a mostrarem forte oscilação mesmo com poucos negócios", comentou um operador. No horário citado, o giro financeiro da Bolsa estava em R$ 1,68 bilhão, com projeção de R$ 5,23 bilhões até o final do dia.

As empresas de construção também aparecem entre as maiores baixas do índice, diante da perspectiva de desaceleração das vendas nos próximos trimestres. "Dia após dia essas ações vão caindo, apesar dos resultados não terem vindo tão fracos. O problema virá mesmo nos próximos balanços", comentou um operador. Cyrela ON perdia 7,28%, Rossi ON recuava 9,41% e Gafisa ON caía 7,80%.

As companhias aéreas ainda repercutem a informação de que o movimento de passageiros nos vôos domésticos caiu 3,9% em outubro de 2008, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). TAM PN cede 11,53% e Gol PN, 2,36%.

Dentre as raras altas do Ibovespa são Transmissão Paulista PN (+2,57%), Redecard ON (+0,81%) e Celesc PNB (+0,14%).

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG