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O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, afirmou ontem que há fortes indícios de que o reservatório de Iara, descoberta anunciada na semana passada, se estenda para fora da área de concessão da companhia. Se confirmada a suspeita, a estatal e seus sócios terão de aguardar a definição de um novo modelo para o setor antes de iniciar a produção no projeto, que tem reservas estimadas entre 3 bilhões e 4 bilhões de barris por dia.

Já no caso de Tupi, disse Gabrielli, as informações coletadas até agora indicam que o reservatório está dentro da área de concessão.

Os dois reservatórios, que têm volume de petróleo suficiente para praticamente dobrar as reservas brasileiras, estão no bloco exploratório BM-S-11, arrematado na segunda rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em 1999. O bloco foi dividido em duas áreas - uma maior, onde está Tupi, e uma pequena a nordeste, onde a companhia descobriu Iara. A primeira está em estágio avançado e receberá plataforma para testes já no ano que vem.

Em Iara, a Petrobrás terá de esperar definições do governo antes de iniciar a produção. Como a área no entorno de Iara ainda não foi concedida, a Petrobrás deve negociar o desenvolvimento da produção com o governo ou alguma entidade federal criada para esse fim, como a estatal em estudo para gerir o pré-sal.

Gabrielli disse que a confirmação de que as reservas de Iara se estendem além da área só poderia se feita após perfuração de poços em local ainda sem concessão, o que não pode ser feito pela estatal, segundo legislação vigente.