Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Petrobras diz que empréstimo faz parte do curso normal das atividades

SÃO PAULO - A Petrobras divulgou nota hoje para rebater declarações de senadores do PSDB de que a empresa teria contraído um grande empréstimo na Caixa Econômica Federal por estar em dificuldades financeiras. No comunicado, a estatal diz que os empréstimos fazem parte do curso normal das atividades e que seu plano de investimentos prevê a necessidade de captar cerca de US$ 4 bilhões por ano.

Valor Online |

Acrescenta ainda que as boas condições dos bancos brasileiros e a valorização do dólar têm levado a empresa a procurar mais financiamentos com instituições nacionais.

De acordo com reportagem do Valor, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) disse ontem que a Petrobras contraiu, no fim do mês de outubro, um empréstimo de R$ 1,8 bilhão - valor corrigido depois pelo líder do partido no Senado, Arthur Virgílio (AM), para R$ 2,28 bilhões -, o que poderia indicar que a empresa estatal estaria "quebrando". Jereissati afirmou que o empréstimo foi feito na Caixa Econômica Federal, algo que, disse, "nunca antes na história desse país havia acontecido".

Vale lembrar que na reunião do dia 30 de outubro o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a Petrobras a contrair novos empréstimos no valor total de até R$ 8 bilhões. A decisão não foi comentada pelas autoridades na tradicional entrevista que apresenta as decisões do Conselho após as reuniões. O texto com a autorização foi distribuído no dia seguinte no sistema de informações eletrônicas do Banco Central.

Na nota de hoje, a Petrobras diz que sempre acessa os mercados de capitais e bancários nacionais e internacionais no curso de suas atividades operacionais e financeiras. " A companhia sempre analisa todas as alternativas de financiamento, buscando sempre as opções mais adequadas ao perfil de sua dívida, seja na parte de custos como nos prazos. "
Devido às condições atuais do mercado financeiro internacional e à "solidez do Sistema Financeiro Nacional, as companhias brasileiras, incluindo a Petrobras, vêm utilizando com maior freqüência o mercado doméstico para suprir suas necessidades normais de financiamentos", continua o texto.

A estatal esclarece que seu plano de negócios até 2012 contempla investimentos de US$ 112,4 bilhões, com necessidade de captações médias de US$ 4 bilhões ao ano.

Recordou que, até setembro, a geração de caixa em suas atividades operacionais somaram R$ 34,7 bilhões mais R$ 4,4 bilhões em financiamentos líquidos. "Foram utilizados R$ 35,2 bilhões em atividades de investimento e pagamento de R$ 6,2 bilhões em dividendos, resultando em uma geração líquida negativa de R$ 2,3 bilhões e um caixa de R$ 10,8 bilhões no fim de setembro", completou, acrescentando que essas informações constam das demonstrações contábeis da empresa, arquivada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e apresentadas ao mercado.

"É importante ressaltar que as captações efetuadas fazem parte do curso normal das atividades da companhia, que apresenta hoje baixos níveis de alavancagem financeira, permitindo aumento de captações sem comprometer a estrutura ótima de capital e a financiabilidade de seus projetos", sublinhou.

(Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG