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Petrobras divulgará estimativas de produção para o pré-sal em outubro

RIO - A Petrobras vai apresentar, juntamente com o Plano Estratégico da companhia para o período 2009-2020, a estimativa de produção dos campos do pré-sal na Bacia de Santos em 2017. Isso deve ocorrer, portanto, no mês que vem.

Valor Online |

O gerente de Exploração e Produção do Pré-Sal em Santos, José Formigli, afirmou também que não há definição sobre os três primeiros campos do pré-sal que receberão os projetos-piloto de exploração.

"O primeiro piloto é em Tupi. Os outros dois não decidimos ainda onde vai ser", afirmou Formigli, que participou hoje da Rio Oil & Gas, evento do setor.

O executivo confirmou que serão construídos 11 plataformas do tipo FPSO - incluindo as três do projeto-piloto - para instalação no pré-sal da Bacia de Santos. "Vamos colocar essas unidades onde melhor for para colocar em produção, e combinando com os sócios", acrescentou, lembrando que serão oito plataformas com capacidade de produção de 120 mil barris diários e três com capacidade de 100 mil barris diários de petróleo.

Formigli explicou que a definição da produção no pré-sal em 2017 será divulgada de maneira global, e não campo a campo.

"É certo que haverá a divulgação da produção estimada para 2017, e como o Plano Estratégico vai até 2020, a diretoria poderá divulgar a estimativa para além de 2017", disse.

A expectativa é de que a estatal apresente o Plano Estratégico em outubro, enquanto o novo Plano Diretor - que traz as expectativas e direcionamento de longo prazo - deve ficar pronto em dezembro.

O gerente comentou ainda as projeções feitas pela consultoria Gas Energy, de que a produção de gás no pré-sal pode atingir 120 milhões de metros cúbicos por dia. Segundo ele, a previsão é "um pouco otimista".

"Pode ser, mas pode não ser também. Não sei de onde as pessoas conseguem tirar esse número sem saber quantas unidades são. É boa estimativa, mas tem que ter boa bola de cristal", frisou.

Para o diretor, ganha corpo na empresa a possibilidade de utilização de terminais de Gás Natural Liquefeito (GNL) embarcado para escoamento do gás produzido no pré-sal de Santos.

"É cada vez mais difícil utilizar muitos gasodutos, por conta da distância, das licenças ambientais, impacto social. Ninguém gosta de ter um gasoduto de vizinho", disse, acrescentando que a estimativa em Tupi é de que 20% dos volumes recuperáveis estimados sejam de gás natural, o equivalente a algo entre 1 bilhão e 1,6 bilhão de barris de óleo equivalente.

"(Rafael Rosas | Valor Online)"

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