O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirma que sua empresa não tentará obter nenhum tratamento privilegiado do governo para as regiões do pré-sal. Não estamos pedindo nenhum privilégio, disse o executivo ao jornal publicado pelo Congresso Mundial de Petróleo, que acontece esta semana em Madri.

O presidente da Petrobras ainda alertou que um acordo terá de ser negociado caso um bloco demonstre que está conectado a outros.

Ele também se distanciou da proposta do governo de criar uma empresa 100% nacional para monitorar as novas reservas. "A decisão é inteiramente do governo. A Petrobras não tem nada a dizer sobre isso", afirmou.

Segundo ele, os primeiros testes na reserva de Tupi poderão ser feitos no primeiro trimestre de 2009, com uma produção de até 30 mil barris por dia. Em 2010, esse fluxo aumentaria para 100 mil barris. A obtenção de 1 milhão de barris por dia não ocorreria antes de 2014.

No campo Carioca, Gabrielli afirma que novos poços poderão levar ainda meses para serem perfurados.

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