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A Petrobras informou ontem que ultrapassou um reservatório de óleo no quarto poço perfurado no projeto Tupi, até agora a maior descoberta do pré-sal da Bacia de Santos. O resultado do poço confirma as projeções iniciais para a área, que tem volumes de óleo entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris.

Tupi fica no bloco BM-S-11, onde a estatal tem parceria com a britânica BG, com 25% de participação, e com a portuguesa Galp, com 10%.

Em nota distribuída ontem à noite, a Petrobras diz que o poço atravessou um reservatório de petróleo e gás de 250 metros de espessura, em profundidades superiores a 4,9 mil metros.

O trabalho está sendo realizado 18 quilômetros ao norte do poço descobridor de Tupi, em uma área a 265 quilômetros da costa de São Paulo. O óleo encontrado é do tipo leve, com 28° API (unidade internacional de qualidade do petróleo).

O resultado do poço mantém o bom desempenho da atividade exploratória da Petrobras na área do pré-sal da Bacia de Santos, onde a empresa tem um índice de sucesso de 100% - só dois poços não tiveram sucesso na busca do petróleo, um perfurado pela americana Exxon e outro pela britânica BG.

A estatal estima ter encontrado na área, até agora, volumes de petróleo e gás entre 9,1 bilhões e 14 bilhões de barris.

O volume foi identificado nas descobertas de Tupi, Iara e Guará. Além desses, a Petrobras trabalha, na região, nos projetos Júpiter, Abaré Oeste, Iguaçu, Carioca, Bem-Te-Vi, Parati e Caramba.

A companhia tem ainda descobertas no pré-sal no norte da Bacia de Campos, em uma província petrolífera batizada de Parque das Baleias, onde já produz petróleo debaixo do sal no campo de Jubarte.

Tupi também está em produção, em esquema de testes, com a extração de 15 mil barris por dia. No ano que vem, o projeto recebe um projeto piloto de produção, com capacidade de até 100 mil barris por dia.

O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o comportamento do reservatório, esclarecendo questões como qual o caminho percorrido pelo petróleo por dentro da rocha durante a extração.

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