A Petrobrás desistiu de explorar dois campos de petróleo na Amazônia equatoriana. A companhia não informou o motivo, mas assinou um acordo com o presidente Rafael Correa revertendo a concessão que tinha no Equador - que deveria produzir 25 mil barris de petróleo por dia no Bloco 31 (área de exploração).

Segundo o ministro de Minas e Petróleo do Equador, Galo Chiriboga, a Petrobrás teria encontrado dificuldades em explorar uma área de elevado risco ambiental.

Os termos do acordo não foram divulgados e a Petrobrás não informou se vai ser ressarcida pelos US$ 200 milhões investidos na área para a obtenção da licença. Inicialmente, a intenção era de construir na área uma estrada de um oleoduto, além da instalação das plataformas de exploração e produção de óleo para os campos de Apaika e Nenke, localizados no Bloco 31. Em nota enviada à imprensa, a Petrobrás confirmou que pretende continuar investindo no país.

A ameaça do Equador de não pagar um financiamento de US$ 243 milhões concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à construtora Odebrecht pode abrir um precedente histórico nas relações comerciais da América Latina, segundo o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. De acordo com ele, caso isso aconteça, o Equador corre o risco de perder credibilidade internacional e acesso a linhas de crédito. "O Equador passa a ser um país que deixou de honrar um compromisso internacional", afirma Castro.

O BNDES informou que não se pronuncia sobre o assunto. O empréstimo do banco foi concedido em 2004 dentro da política de apoiar as exportações de bens e serviços de empresas brasileiras. O financiamento foi garantido pelo Banco Central do Equador por meio de um seguro de crédito à exportação.

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