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Petrobras busca nova reserva

A Petrobrás está em busca de mais um reservatório no pré-sal da Bacia de Santos, no entorno de Tupi. A estatal começa nesta sexta-feira nova perfuração no bloco BM-S-9, onde já foram encontradas as reservas de Carioca e de Guará.

Agência Estado |

O novo poço será perfurado entres essas áreas e o projeto leva o nome de Iguaçu. A nova perfuração só foi possível porque o bloco está entre os 27 que tiveram seu prazo exploratório prorrogado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), após solicitação da companhia.

Dos 70 blocos para os quais a Petrobrás havia pedido o adiamento do prazo, 11 estão na Bacia de Santos. A alegação da companhia considerava tanto atrasos na concessão de licenças ambientais, como também a falta de equipamentos no mercado internacional.

A área do BM-S-9 já havia sido alvo de confusão no ano passado, quando o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, chegou a dizer que havia 33 bilhões de barris em Carioca. Na época, ele confundiu a área de Carioca com o aglomerado de Pão-de-Açúcar - que engloba outros três blocos - e para o qual os analistas de mercado preveem reservas superiores a 30 bilhões de barris. A Petrobrás ainda não divulgou estimativas de Carioca nem de Guará.

Segundo o gerente da Unidade de Negócios da Bacia de Santos da Petrobras, José Luiz Marcusso, apenas após o período completo da perfuração (cerca de três meses) é que será possível identificar se novos reservatórios na área de Iguaçu são ligados ou não aos de Carioca e de Guará. Ele lembra que isso já aconteceu no BM-S-11, onde dois poços a 10 quilômetros um do outro comprovaram ser do mesmo reservatório de Tupi. Já um terceiro foi identificado separadamente como Iara.

Pelos estudos geológicos no BM-S-9, a Petrobrás identificou ainda Complex, Tupã, Abaré e Abaré Oeste, que ainda não têm poços perfurados. Se identificado um novo reservatório em Iguaçu, será o nono descoberto naquela área do pré-sal. Já foram descobertas reservas potenciais em Tupi, Iara, Júpiter, Carioca, Guará, Caramba, Parati e Bem-te-vi.

Destes, apenas foram revelados os volumes potenciais de Tupi (de 5 bilhões a 8 bilhões de barris) e Iara (2 bilhões a 4 bilhões). Há ainda Azulão, no BM-S-22, bloco operado pela Exxon. No BM-S-9 - operado pela Petrobrás (45%), em parceria com a BG (30%) e a Repsol YPF (25%) - o poço será perfurado pela Ocean Clipper, que pode atingir 5.592 metros.

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