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Petrobras busca menor custo para produzir no pré-sal--Estrella

Por Denise Luna VITÓRIA (Reuters) - A Petrobras tem a tecnologia necessária para produzir na camada pré-sal da bacia de Santos, a mais profunda encontrada pela companhia até o momento, e agora tenta reduzir custos para uma produção que só deve ganhar cunho comercial em cinco a seis anos, informou nesta segunda-feira o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella.

Reuters |

Um dia antes da cerimônia no Espírito Santo que vai marcar a extração do primeiro óleo da camada pré-sal na bacia de Campos, no campo de Jubarte, Estrella se disse confiante no potencial de Santos.

O campo de Jubarte, ao contrário de Santos, teve descobertas em águas rasas e perto da costa, com uma espessura muito menor --apenas 200 metros de sal contra os mais de dois quilômetros de Santos.

'Não há nenhuma barreira tecnológica para produzir no pré-sal da bacia de Santos, nosso esforço agora é para reduzir o custo', disse Estrella a jornalistas na segunda-feira.

'Mas é rentável do ponto de vista econômico e financeiro', ressaltou. 'Precisamos de um novo ponto de vista de logística para ser mais rentável'.

Por estar a 300 quilômetros da costa, o gás natural que será extraído do campo de Tupi, em Santos, a partir de março de 2009 no Teste de Longa Duração (TLD), terá que ter uma solução logística diferente de outros campos, lembrou Estrella.

A tendência, segundo informou no mês passado à Reuters a diretora de Gás e Energia da empresa, Maria das Graças Foster, será transformar o gás em Gás Natural Liquefeito (GNL) para atender aos novos terminais da companhia, e o excedente será exportado.

Segundo Estrella, apesar de bem diferente dos poços já perfurados em Santos, a produção na fase TLD do campo de Jubarte, que começa na terça-feira a produzir cerca de 18 mil barris diários de petróleo de alta qualidade (30 graus API), será fundamental para obter dados para a exploração da reserva gigante de Santos.

'São os primeiros dados que vão caminhar para a avaliação de uma grande extensão (de reservas), é um passo para essa grande era, que meus netos e os netos de vocês vão ver', afirmou Estrella, deixando claro que a produção em grande escala do pré-sal, que já está sendo cobiçada por vários atores da sociedade e do governo, deve demorar.

A empresa ainda não sabe a reserva do pré-sal de Jubarte, que foi descoberta após Tupi e fica a 77 quilômetros da costa, produzindo 35 mil barris de petróleo por dia na camada pós-sal.

Descoberta pela Petrobras e parceiros no ano passado, a camada pré-sal se estende do Espírito Santo a Santa Catarina, mas os indícios, segundo Estrella, é da maior riqueza estar mesmo localizada em Santos, onde a empresa já perfurou sete poços com sucesso.

'Os mapas que nós temos indicam que em Santos (o volume) é mais expressivo', disse Estrella, informando que na bacia de Campos, hoje responsável por 80 por cento da produção brasileira de petróleo, o sal não está compacto como em Santos e provavelmente o óleo que estava embaixo dessa camada já migrou para mais perto da superfície.

'Não foram furados poços na bacia de Campos com intenção de pré-sal, nós objetivávamos outros reservatórios, não havia essa tecnologia naquela época', explicou.

'Na bacia de Pelotas a impressão que se tem é que não tem a pujança que tem Santos e Espírito Santo', concluiu Estrella.

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