A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, disse hoje que a estatal confia plenamente na entrega do gás natural boliviano por parte da Bolívia e neste momento não prepara qualquer plano de contingência para um eventual corte do produto. Recentemente, manifestantes contrários ao governo de Evo Morales ameaçaram cortar o envio do combustível ao Brasil.

Hoje o País recebe o volume máximo contratado, de 31 milhões de metros cúbicos diários, o que corresponde à metade do mercado nacional. A maior parte do gás importado abastece as indústrias de São Paulo.

"É preciso frisar que a Petrobras não está preocupada com a manutenção deste fornecimento. Não conhecemos supridores mais confiáveis do que os bolivianos. Eles são precisos", disse Graça após participar de evento no Rio, no qual a imprensa foi impedida de entrar.

A diretora informou também que, no caso de ocorrerem problemas no fornecimento do gás boliviano ao Brasil, está descartada a possibilidade de uso do Gás Natural Liquefeito para suprir o mercado. "Este gás agora disponibilizado no Nordeste está em fase de testes", frisou.

Ela lembrou que o país tem um plano de contingência preparado desde 2004, quando houve risco de o Brasil ficar sem o abastecimento do gás boliviano. Segundo a diretora, o plano prevê que a Petrobras opere com maior folga no gasoduto e reduza o consumo próprio do combustível em suas refinarias e unidades de fertilizantes. Sem dar maiores detalhes, ela disse que há hoje condições de uma eventual falta ser administrada.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.