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Restabelecidas as importações da Bolívia, o Brasil tem hoje um excedente de 1 milhão de metros cúbicos de gás natural por dia, informou nesta quarta-feira a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria Graça Foster. Segundo ela, a sobra deve se repetir sempre que as usinas termelétricas não estiverem operando a plena carga.

Acordo Ortográfico Por isso, a companhia vai negociar com as distribuidoras contratos à vista de gás, com o objetivo de vender os volumes excedentes.

A situação é bem diferente do final da semana passada, quando a interrupção do fluxo em um gasoduto boliviano levou a empresa a desligar térmicas e reduzir o consumo em suas refinarias para evitar a redução das entregas ao mercado consumidor. Graça informou que na segunda-feira o volume boliviano foi completamente restabelecido, o que garantiu à companhia um novo recorde de geração de energia: 3.312 megawatts, com um consumo de 18,36 milhões de metros cúbicos de gás pelas térmicas.

Os primeiros contratos à vista estão em negociação com a Comgás. A idéia é encontrar indústrias que possam usar gás apenas nos períodos em que os reservatórios das hidrelétricas estejam cheios, substituindo por outros combustíveis quando as térmicas voltarem a operar." Já há um volume disponível em vários pontos da rede", afirmou a diretora da Petrobras.

Em seu planejamento estratégico, a companhia conta com "a geração térmica 24 horas por dia, 365 dias por ano", disse Graça. "Mas isso não vai acontecer, então precisamos encontrar novos mercados para o gás enquanto as térmicas estiverem paradas", afirmou Graça.

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