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Petrobrás adia plano estratégico

A crise financeira vem atrasando a divulgação do novo planejamento estratégico da Petrobrás, com a previsão de investimentos entre 2009 e 2013. Segundo fontes que acompanham o processo, a área técnica da companhia vem encontrando dificuldades para traçar cenários econômicos que justifiquem os investimentos e para identificar as fontes de recursos para financiar os projetos.

Agência Estado |

Originalmente, o plano seria divulgado no início de setembro. Foi adiado para o início de outubro e, agora, para o fim do mês. No mercado, porém, um novo adiamento, para meados de novembro, é dado como certo. No planejamento estratégico, a companhia vai apresentar suas expectativas de crescimento até 2020 e detalhar os investimentos para desenvolver as reservas do pré-sal.

Alguns números globais, como metas de produção e grandes projetos de refino já foram apresentados ao Conselho de Administração da companhia, que já teve duas reuniões para discutir o tema. Uma fonte próxima às negociações, porém, diz que há grande dificuldade em quantificar o volume de investimentos necessários e sua origem, já que ainda não é possível prever os desdobramentos da crise financeira.

"O problema, nesse momento, é ver a financiabilidade dos projetos. Por mais que Petrobrás gere caixa, parte dos investimentos é sustentada em captação. E cadê o mercado? Cadê a oferta?", pergunta a fonte. Pelo plano atual, a Petrobrás prevê US$ 112 bilhões em investimentos entre 2008 e 2012, com uma geração de caixa de US$ 104 bilhões.

Com a descoberta do pré-sal, no entanto, a previsão de investimentos deve crescer consideravelmente. O banco UBS Pactual calcula que o desenvolvimento das oito descobertas na área do pré-sal da Bacia de Santos demandará cerca de US$ 600 bilhões. Outro analista calcula que, apenas para desenvolver Tupi e Iara, a Petrobrás precisará de quase US$ 150 bilhões.

A fonte consultada pelo Estado conta que, em outros anos, a Petrobrás estipulava metas de produção e refino e depois calculava quanto teria que gastar para cumpri-las. Agora, a tendência é que a disponibilidade de recursos determine o ritmo de implantação dos projetos. A direção da Petrobrás, porém, vêm frisando nos últimos dias que não há risco de falta de dinheiro para os projetos da companhia.

Em entrevista concedida ao Estado para falar do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), o diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, admitiu que a crise dificulta a elaboração do plano de investimentos. "Não dá para fazer com açodamento", afirmou, lembrando que o preço do petróleo e a taxa de câmbio mudaram, premissas fundamentais para a definição dos investimentos.

Costa negou, porém, que a empresa possa adiar o cronograma do Comperj e das refinarias Premium, como prevêem executivos do setor petroquímico, preocupados com o ritmo de crescimento da demanda e com a finaciabilidade dos projetos. "Esta visão de tem de haver atraso é míope", afirmou Costa. "É pouco provável imaginar que o mundo ainda vai estar conturbado em 2014", argumentou, referindo-se ao prazo para operação plena do complexo, que vai transformar o pesado petróleo da Bacia de Campos em resinas termoplásticas.

Costa disse que o consumo per capita de plásticos no Brasil ainda é pequeno, o que garante espaço para crescimento da demanda. Sobre o capital necessário para o investimento, US$ 8,4 bilhões, Costa disse que a companhia negocia sociedade com grandes empresas - "algumas maiores do que a Petrobrás" - que não teriam dificuldade de aportar recursos. O projeto está hoje em fase de terraplenagem. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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