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Petrobras adia oferta de ações para setembro

Com maioria de votos entre os acionistas da Petrobras, o governo conseguiu aprovar ontem o aumento de capital da estatal, considerado necessário para o cumprimento do plano estratégico de US$ 224 bilhões para os próximos cinco anos, divulgado na segunda-feira

AE |

Com maioria de votos entre os acionistas da Petrobras, o governo conseguiu aprovar ontem o aumento de capital da estatal, considerado necessário para o cumprimento do plano estratégico de US$ 224 bilhões para os próximos cinco anos, divulgado na segunda-feira. No fim da noite, porém, a estatal decidiu adiar o processo para setembro.

O motivo do adiamento é a demora da Agência Nacional do Petróleo (ANP) em contratar uma auditoria para certificar 5 bilhões de barris em reservas do pré-sal que serão vendidos à empresa. O adiamento, cujo risco já vinha sendo alertado por envolvidos na operação, tornou aparente uma falha de estratégia do governo.

Há um mês, a estatal dizia que poderia tocar a capitalização independentemente da avaliação da ANP, deixando um acerto de contas sobre o valor dos barris para depois da emissão de ações. Nos últimos dias, autoridades envolvidas começaram a dar sinais de que os dois processos precisariam ser feitos em conjunto, sob risco de contestação jurídica da capitalização.

Em comunicado divulgado no fim da noite, a Petrobras confirmou o adiamento. Horas antes, a ANP havia divulgado nota informando que decidiu contratar a consultoria Gaffney Cline Associates (GCA) para certificar as reservas. A agência, porém, afirmou que o prazo para conclusão do serviço iria até o fim de agosto. A Petrobras esperava fazer a capitalização em julho para evitar o desaquecimento do mercado com as férias de verão no Hemisfério Norte, em agosto, e o conturbado período eleitoral.

¿Em virtude do exposto, a Petrobras decidiu adiar a oferta pública de ações e mantém como meta realizá-la em setembro do ano corrente¿, afirma o comunicado, divulgado por volta das 22h. O plano de investimentos da empresa projeta necessidade de captação de US$ 96 bilhões para cumprir o plano de investimentos e amortizar US$ 38 bilhões em dívidas. Parte desses recursos virão da venda de novas ações a minoritários. O governo entrará com os barris do pré-sal.

As dificuldades com a demora da ANP já vinham sendo evidenciadas em declarações do governo. Nos últimos dois dias, em apresentações do plano de investimentos, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, frisou que a cessão dos barris depende da certificação da ANP - embora a estatal tenha comunicado no mês passado que concluiria a capitalização com base nas próprias avaliações.

Alternativa

Na noite de segunda-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo já trabalhava com uma alternativa: a assinatura de um contrato de partilha com a Petrobrás para garantir a capitalização. Rechaçada pelo mercado, a proposta caiu por terra com a decisão de adiar o processo. A Petrobras esperava que a GCA pudesse concluir o trabalho no prazo, mas internamente, a direção da ANP já sabia que seria difícil cumprir o cronograma.

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