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Petrobras acredita que reservas pré-sal estão ligadas

Por Martin Roberts MADRI (Reuters) - A Petrobras acredita que várias descobertas na região pré-sal da bacia de Santos estão interconectadas, o que levaria à unitização da área, afirmou na terça-feira o diretor de Exploração e Produção da estatal brasileira, Guilherme Estrella.

Reuters |

'Existem expectativas de unitização a partir dos resultados que temos, mas temos que esperar por mais perfurações', disse Estrella à Reuters durante o World Petroleum Congress em Madri.

As empresas envolvidas nas descobertas pré-sal junto com a Petrobras são BG Group, ExxonMobil Corp, Hess Corp, Galp, Petrogal, Repsol e Royal Dutch Shell .

Para Estrella, as empresas que exploram os blocos terão que trabalhar juntas se as descobertas estiverem ligadas, o que é chamado de unitização e é comum de acontecer no mercado.

'Será necessário um grande esforço dessas empresas, lideradas pela Petrobras, já que somos operadores em quase todos os blocos, portando podemos alcançar um acordo para iniciar a produção', disse ele.

Até o momento, a chamada área pré-sal só tem estimativa de reserva para um dos campos já descobertos, o de Tupi, cujas projeções preliminares indicam reservas entre 5 e 8 bilhões de barris de óleo equivalente. Analistas no entanto indicam que as reservas totais poderiam chegar ao 70 bilhões de boe.

Segundo o diretor, estimativas sobre outros campos na região, como Carioca e Parati, estarão disponíveis em um ou dois anos.

Estrella negou-se a comentar se uma empresa separada terá que ser constituída para a produção conjunta de um único e grande campo de petróleo, dizendo que isso depende do acionista majoritário da Petrobras, o governo brasileiro.

Estrella afirmou ainda que espera substituir as importações de equipamentos e materiais, já que fornecedores estrangeiros começam a produzir no Brasil para responder à demanda para exploração e produção. Isso incluiria a produtora de tubos de aço francesa Vallourec

'A Vallourece está aí e vai certamente contribuir com a produção de materiais que atualmente importamos, como aços especiais', disse.

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