A Petrobras informou no início desta noite que, às 14 horas, retomou a produção diária de cerca de 13 milhões de metros cúbicos de gás natural no campo de San Antonio, na Bolívia. A produção tinha sido interrompida às 5h45 da manhã de hoje, quando manifestantes bolivianos interromperam o fornecimento ao fechar uma válvula que abastece o gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol).

A válvula, que faz parte do sistema operado pela transportadora Transierra, foi reaberta às 12 horas e, às 14 horas, o abastecimento já estava normalizado.

Segundo comunicado enviado ao mercado pela Petrobras, o fornecimento de gás natural boliviano para o Brasil não foi afetado até o momento. Desde ontem, a petrolífera adotou plano de contingenciamento, no qual reduziu seu consumo de gás natural sem, no entanto, informar de quanto foi essa redução. A empresa diz que substituiu o gás por outros combustíveis. O gás é usado nas refinarias, unidades de produção de petróleo e nas termelétricas.

A companhia informa, ainda, que está tomando as medidas necessárias para preservar suas instalações em território boliviano e que técnicos da Transierra estão trabalhando para recuperar a válvula danificada.

Suspensão

As concessionárias de gás em São Paulo suspenderam a implantação do plano de contingência para a distribuição de gás no Estado. O plano era coordenado pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), ligada à Secretaria de Saneamento e Energia do Estado, que decidiu pela suspensão após a Petrobras informar que a produção de gás natural no campo de San Antonio, na Bolívia, foi normalizado no início da tarde de hoje.

A expectativa era de que até o final do dia de hoje o Brasil receberia perto de 80% do gás previsto em contrato, informou a secretaria que diz, ainda, que continuará acompanhando a evolução da situação na Bolívia.

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