A Petrobrás bateu recorde de exportações de petróleo em março, com a marca de 22,73 milhões de barris vendidos ao mercado externo. Na média, as exportações da estatal chegaram a 733 mil barris por dia, alta de 113 mil barris por dia em relação ao recorde anterior, de dezembro de 2008.

A Petrobrás bateu recorde de exportações de petróleo em março, com a marca de 22,73 milhões de barris vendidos ao mercado externo. Na média, as exportações da estatal chegaram a 733 mil barris por dia, alta de 113 mil barris por dia em relação ao recorde anterior, de dezembro de 2008. A companhia não informou, porém, quantos barris teve de importar durante o mês - o Brasil importa petróleo leve para produzir mais diesel. Segundo a Petrobrás, os EUA foram o principal destino das exportações, com 32% do total. A Índia ficou com 22% do volume exportado pela estatal brasileira; a China, com 20%; a Europa com 18%; e Japão e Canadá, com 4% cada. A companhia tem hoje dois principais tipos de petróleo para exportação, extraídos nos campos de Marlim e Roncador, na Bacia de Campos. Em comunicado divulgado ontem, a estatal explica que o volume de exportações de março refere-se aos embarques físicos de petróleo, em operações que podem ser contabilizadas em meses seguintes. A ressalva tem como objetivo explicar eventuais diferenças entre as estatísticas da Petrobrás e os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), que geralmente divergem quanto à balança comercial de petróleo e derivados. Segundo a Secex, por exemplo, a balança comercial de petróleo e derivados apresentou o primeiro superávit na história em 2009, com saldo de US$ 592 milhões. A Petrobrás, porém, contabilizou saldo de R$ 2,874 bilhões no ano. A empresa já havia anunciado superávit em suas operações em anos anteriores. A empresa não explicou as razões para o alta das exportações em março, que podem ter sido garantidas pela maior produção nacional de petróleo. Também não informou qual foi a balança comercial de derivados de petróleo em março. Historicamente, o Brasil é exportador de gasolina e importador de diesel. A situação mudou no início do ano, quando a Petrobrás teve de importar gasolina para atender ao aumento da demanda interna. Em entrevista ao Estado no fim do ano passado, o diretor de abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, informou que a empresa estava alterando sua estrutura de comércio exterior, para adequá-la ao crescimento das exportações de petróleo. A tendência é que o País continue ampliando sua presença internacional, diante do início da produção em larga escala do pré-sal, que recebe sua primeira grande plataforma em dezembro, para extrair 100 mil barris por dia das reservas de Tupi.
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