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Petrobalde tira R$ 8 mi do Estado

O governo paulista teve prejuízos de R$ 8,2 milhões de janeiro a julho deste ano, segundo o Estado apurou, por causa da chamada fraude do petrobalde, que roubava o combustível comprado pela administração estadual e pelas distribuidoras. A investigação teve início há cinco meses e culminou ontem com a Operação Esqueleto, que vistoriou 158 caminhões no pátio de uma distribuidora de combustíveis em Guarulhos.

Agência Estado |

Foi identificada a existência da gaiola secreta - que retém combustível que deveria ser descarregado nos postos, por já estar pago - em 12 deles. A polícia também ouviu 14 pessoas sobre a fraude e utilizou uma máquina de raio X emprestada pela empresa Ebco para radiografar os tanques e identificar o compartimento secreto onde ficava o combustível roubado.

"Também conseguimos descobrir três empresas que instalam essas gaiolas dentro dos tanques. Os motoristas e donos das oficinas estão sendo ouvidos pela polícia e esperamos desmontar todo o esquema com o prosseguimento das investigações", disse o diretor em exercício do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), Francisco de Michellis.

Nas últimas semanas, o Serviço de Inteligência da polícia conseguiu identificar os pontos de revenda do combustível roubado e várias transportadoras que participam da fraude. "A volatilidade dos combustíveis e o modo de operação dos caminhões, que têm um sistema que libera o conteúdo do compartimento secreto de dentro da cabine, disfarçam a fraude", explicou o delegado Djay Tucci Jr., da Delegacia de Investigação Sobre Furtos e Roubos de Veículos e Cargas (Divecar).

A máquina de raio X usada para radiografar os caminhões é a mesma empregada em fronteiras e em alfândegas para fiscalizar contêineres. De acordo com o perito Elias Maximiano, do Núcleo de Identificação Criminal do Instituto de Criminalística, a quantidade de combustível desviada em cada caminhão depende da capacidade do tanque. "Mas isso virou uma prática generalizada no mercado", alertou.

Levando-se em conta que, em média, cerca de 10% do combustível - gasolina, álcool ou diesel - são roubados nessa fraude, o prejuízo que o governo paulista teve de janeiro a julho de 2008 foi de pelo menos R$ 8,2 milhões. O relatório de execução orçamentária da Secretaria da Fazenda mostra a compra de 39 milhões de litros de combustíveis nesse período para os postos pertencentes a repartições do Estado. "Não sabemos qual o tamanho do prejuízo para a rede particular, que também é lesada pelo esquema", adverte Tucci.

O corregedor da administração estadual contou que foram identificados muitos receptores do combustível roubado, mas que ainda é preciso concluir as investigações para iniciar o indiciamento dos acusados. No caso de envolvimento de funcionários públicos na fraude, o servidor será exonerado e responderá por ação criminal na Justiça.

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