Os preços dos contratos futuros do petróleo, que mais cedo eram negociados em queda diante da fraqueza no mercado de ações, acentuaram o declínio após dados do governo dos Estados Unidos mostrarem um aumento maior que o previsto nos estoques norte-americanos da commodity (matéria-prima). Às 12h57 (de Brasília), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em maio negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) caía 0,48%, para US$ 86,42 por barril, com mínima de US$ 85,75 atingida após a divulgação dos dados sobre estoques.

Os preços dos contratos futuros do petróleo, que mais cedo eram negociados em queda diante da fraqueza no mercado de ações, acentuaram o declínio após dados do governo dos Estados Unidos mostrarem um aumento maior que o previsto nos estoques norte-americanos da commodity (matéria-prima). Às 12h57 (de Brasília), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em maio negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) caía 0,48%, para US$ 86,42 por barril, com mínima de US$ 85,75 atingida após a divulgação dos dados sobre estoques. Em Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent com vencimento em maio recuava 0,14%, para US$ 86,03 por barril.<p><p>O Departamento de Energia norte-americano (DOE) divulgou em um relatório que os estoques de petróleo dos EUA cresceram 1,976 milhão de barris na semana encerrada em 2 de abril, superando a alta 1,3 milhão de barris estimada por analistas. Os estoques de gasolina do país, no entanto, encolheram 2,498 milhões de barris durante o período - mais que o dobro do esperado -, enquanto os estoques de destilados, categoria que inclui o diesel e o óleo para calefação, subiram 1,074 milhão de barris, ante previsão de declínio de 1,3 milhão de barris. As refinarias aumentaram a produção, operando a 84,5% da capacidade, de 82,6% na semana passada.<p><p>O relatório mostrou também que os estoques combinados de petróleo e derivados atingiram o maior nível desde meados de janeiro e que a demanda por combustíveis nas quatro semanas encerradas em 2 de abril cresceu 1,9% em relação a igual período do ano passado. Apesar disso, os dados não surpreenderam o mercado, que já havia recebido informações semelhantes ontem do relatório sobre estoques elaborado pelo American Petroleum Institute (API), uma instituição do setor privado.<p><p>Segundo Mike Zarembski, analista de commodities da OptionsXpress, "tivemos um bom avanço no setor de energia, então não há problema em um pouco de correção". Ele acrescentou que, enquanto a perspectiva predominante no mercado de petróleo for de recuperação na economia e na demanda mundial pela commodity, "o viés será de preços mais altos". O valor do barril subiu cerca de 8% nas últimas duas semanas em Nova York. As informações são da Dow Jones.
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