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Pessimismo marca debates no Fórum Econômico Mundial

DAVOS - Políticos e economistas de todo o mundo presentes no Fórum Econômico Mundial, que acontece em Davos, se mostraram pessimistas em relação à duração da atual crise econômica, que pode criar uma descontentamento social generalizado.

EFE |

Na reta final do evento, o tom dos especialistas foi negativo e de preocupação.

O primeiro subdiretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), John Lipsky, lembrou que a economia global crescerá 0,5% em 2009, seu pior desempenho desde a 2ª Guerra Mundial. Além disso, destacou que as principais economias do mundo estão em recessão.

Ainda segundo Lipsky, a desaceleração da economia nos países emergentes pode ser tão forte quanto nas nações desenvolvidas. "Ao fim deste ano e no começo de 2010 poderemos restaurar a economia global", disse o funcionário do FMI.

Por sua vez, a ministra de Economia, Finanças e Emprego da França, Christine Lagarde, alertou para o risco de medidas protecionistas, já que muitos contribuintes pressionam seus Governos para que os impostos que pagam beneficiem seus próprios países.

Lagarde, que é membro do comitê fundador do Fórum Econômico Mundial, também alertou para o risco de ocorrer um "descontentamento social" generalizado na zona do euro e em outras regiões econômicas, já que a solução para a crise passa pelo dinheiro dos contribuintes.

Para evitar estes dois riscos, a ministra francesa destacou que é necessário restaurar a confiança nos sistemas, entre eles o sistema financeiro, o que acontecerá, segundo disse, se a classe política der importantes sinais à opinião pública.

Já o executivo-chefe do banco Standard Chartered, Peter Sands, frisou que ninguém sabe onde está pisando, e que isso vai dificultar a restauração da confiança.

"Ainda estamos no túnel e não sei quando vamos ver a luz no fim dele", disse Sands, que lembrou que no ano passado os analistas reunidos em Davos se equivocaram em suas percepções e previsões sobre a economia.

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