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Pessimismo global com bancos faz Bovespa recuar 2,7%

Por Aluísio Alves SÃO PAULO (Reuters) - Uma nova maré de más notícias envolvendo grandes bancos internacionais levou o investidor da Bolsa de Valores de São Paulo a abrir a semana vendendo ações.

Reuters |

O Ibovespa caiu 2,68 por cento, para 38.320 pontos, derrubado sobretudo pelo setor bancário, o mesmo que puxava Wall Street para baixo.

A soma de 1,55 bilhão de reais do exercício de opções (maior desde maio) com os 263 milhões de reais de um leilão de ações de Lojas Americanas levou o giro financeiro a 5,17 bilhões de reais, compensando o fraco movimento das operações regulares.

Às voltas com os efeitos da crise global, colossos financeiros de Estados Unidos e Europa acrescentaram pessimismo aos investidores. De um lado, o Merrill Lynch reduziu as projeções de ganhos do trimestre para o JP Morgan, o que ampliou o pessimismo do mercado com o desempenho de curto prazo do setor.

Do outro lado do Atlântico, os europeus HSBC e Royal Bank os Scotland RBS.L foram apenas alguns entre os que reconheceram perdas com fraudes do megainvestidor Bernard Madoff, que podem chegar a 50 bilhões de dólares.

"Teve um dia de notícias ruins do setor financeiro", disse Alexandre Caldas da Cunha, responsável pela área de renda variável da Paraty Investimentos.

O setor bancário doméstico acompanhou a tendência internacional e foi o que mais pesou sobre o Ibovespa. Unibanco caiu 7,7 por cento, para 15,51 reais. Itaú perdeu 6,7 por cento, a 28,00 reais.

Segundo um operador, que pediu para não ser identificado, o mercado também repercutiu negativamente as declarações do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de que um anúncio quanto ao resgate da indústria automotiva não é iminente.

Um dos desdobramentos desse processo teria sido a queda dos preços de commodities, que vinham subindo pelas expectativas de que novos pacotes de incentivo à economia dessem fôlego à demanda por produtos como metais e petróleo.

O preço do barril do óleo caiu para a faixa de 44 dólares, em baixa de mais de 3 por cento.

Ainda assim, Petrobras foi uma das raras notícias positivas do índice, subindo 1,33 por cento, para 22,90 reais.

De acordo com Cunha, apesar da volatilidade persistente do mercado acionário, a queda gradual dos indicadores de risco está atraindo compras pontuais de ações de empresas com bons indicadores.

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