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Pessimismo externo derruba Bovespa em mais de 3,8%

SÃO PAULO - A terça-feira começa de maneira bastante negativa na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Repetindo o sinal externo, por volta da 11h40, o Ibovespa perdia 3,87%, para 40.

Valor Online |

221 pontos. O giro financeiro estava em R$ 619 milhões
Um operador de mercado que prefere não se identificar observa que o mau humor vem de fora. O setor financeiro europeu perde valor de forma acentuada depois que a agência de classificação de risco Moody´s apontou que a retração econômica no Leste Europeu terá impacto sobre os bancos locais, atingindo também as instituições no Oeste, mais notadamente na Áustria, Itália, France, Bélgica e Alemanha.

O índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, declinava minutos atrás 2,17%, e o Xetra-DAX, de Frankfurt, cedia 2,48%.

Já nos Estados Unidos, além dos bancos, o setor automotivo também gera instabilidade em meio a rumores de que a General Motors (GM) poderia pedir proteção sob a lei de falências. Hoje, GM e Chrysler devem apresentar seus planos de reestruturação, uma condição para ter acesso a dinheiro do governo.

Em Wall Street, as vendas também são acentuadas - com cerca de 10 minutos de sessão, o Dow Jones caía 2,26% e o Nasdaq recuava 2,79%. O S & P 500 perdia 2,93%, ameaçando deixar o importante suporte técnico dos 800 pontos.

De volta ao mercado interno, ainda de acordo com operador, nos dias 10, 11 e 12 de fevereiro, o investidor estrangeiro atuou na ponta vendedora na Bovespa. No entanto, o saldo das negociações no acumulado do mês até o dia 12 ainda está positivo em R$ 1,5 bilhão. Até dia 9, o saldo passava de R$ 2 bilhões.

Outro ponto que garante instabilidade ao pregão é o vencimento do Ibovespa futuro, que acontece amanhã. Segundo o operador, ainda tem briga entre comprados e vendidos para as séries nos 40 mil, 41 mil e 42 mil pontos.

O especialista também aponta que os estrangeiros estão reduzindo sua posição comprada no Ibovespa futuro. Os contratos, que já passaram de R$ 2 bilhões no começo da semana passada, caíram para perto R$ 1,5 bilhão.

O mercado de câmbio também reflete o ambiente de maior aversão ao risco, com os agentes buscando proteção em moeda americana. Há pouco, o dólar valia R$ 2,302 na venda, elevação de 1%.

Dentro do Ibovespa, nenhum dos 66 papéis tinha variação positiva. Os carros-chefes puxavam as vendas. Vale PNA caía 4,43%, para R$ 29,55, Petrobras PN recuava 3,25%, a R$ 27,01, e Gerdau PN apontava baixa de 4,57%, a R$ 15,03.

Entre os bancos, Itaú PN cedia 3,34%, a R$ 24,55, Bradesco PN desvalorizava 2,85%, a R$ 21,79, e Banco do Brasil ON diminuía 1,83%, a R$ 13,88.

Fora do índice, a ação ON da Positivo, que disparou quase 80% ontem em meio a rumores de compra, cedia 15,05%, a R$ 7,90.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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