SÃO PAULO - A forte piora na confiança do consumidor americano deprimiu os negócios no mercado acionário de Wall Street. A pouca disposição para gastar demonstrada pelo índice divulgado hoje devolveu aos investidores o medo de que a recuperação da economia dos Estados Unidos possa ser mais lenta do que o esperado.

O Dow Jones Industrial declinou 1%, para 10.282,41 pontos. O S & P 500 recuou 1,2%, ficando em 1.094,60 pontos. O Nasdaq fechou em baixa de 1,3%, aos 2.213,44 pontos.

O índice de confiança do consumidor dos EUA, calculado pelo instituto Conference Board, caiu de 56,5 pontos em janeiro para 46 em fevereiro. Foi o menor nível em 27 anos e, segundo a entidade, o número traduz as preocupações dos americanos com a manutenção dos empregos e com a situação atual da economia. "Os consumidores permanecem extremamente pessimistas com relação à expectativa de renda. Esta combinação de inquietação quanto ao rendimento e emprego deve continuar a conter o gasto", destacou a diretora do Centro de Pesquisa do Consumidor do instituto, Lynn Franco.

O dado negativo influenciou os mercados em todo o mundo, contribuindo para uma valorização do dólar e para uma queda em cotações de commodities, de moedas e de ações de emergentes.

Prejudicadas pelo declínio na cotação do petróleo, as empresas do setor fecharam em baixa. Exxon Mobil, caiu 0,7%, e a Chevron recuou 1,2%.

As ações caíram hoje de forma generalizada. Uma das exceções foi a varejista Home Depot, cujos papéis avançaram 1,4%. A rede de artigos para a melhoria do lar fechou o quarto trimestre fiscal de 2009 com lucro líquido acima do esperado, de US$ 342 milhões,
(Paula Cleto | Valor, com agências internacionais)

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