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Pesquisa mostra que demanda crescente causa carência de oficiais de marinha mercante

RIO - A expansão do setor naval, com a construção de navios para cabotagem, transporte de combustíveis e apoio à exploração e produção de petróleo no litoral brasileiro, demonstra a necessidade de maior investimento na formação de oficiais de marinha mercante no país. A pesquisa Diagnóstico da disponibilidade de oficiais de marinha mercante de 2008 a 2013, realizada pela Escola Politécnica da USP, mostra que até 2010 o desequilíbrio na oferta de profissionais pode chegar a 25% em relação à demanda.

Valor Online |

A enquete, elaborada a pedido do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), mostra que no ano passado houve necessidade de 2.724 oficiais de marinha mercante para as áreas de cabotagem, longo curso, apoio marítimo e Transpetro/Petrobras, para um oferta de apenas 2.568. Em 2010, a projeção é de que seja necessária uma força de 3.643 profissionais, enquanto a oferta projetada é de 2.750. Para 2013, a necessidade prevista é de 4.465 oficiais, contra disponibilidade projetada de 3.046.

Um dos principais motivos da defasagem é, segundo o estudo, a evasão de profissionais, já que cerca de 60% dos oficiais de marinha mercante deixam a profissão prematuramente. A pesquisa lembra ainda que a Resolução Normativa 72, do Conselho Nacional de Imigração estabelece que embarcações estrangeiras operando em águas brasileiras por mais de 90 dias devem incorporar oficiais brasileiros à tripulação e que o percentual de brasileiros a ser incorporado aumenta com a extensão do período de operação no país.

Como resultado, a pesquisa sugere medidas governamentais para combater a defasagem, como o aumento de matrículas nas escolas de formação de oficiais e a abertura, por quatro anos, das águas brasileiras para oficiais estrangeiros comprovadamente qualificados. Segundo o estudo, a necessidade média de oficiais estrangeiros por ano seria de 273 entre 2008 e 2011, sem necessidade de alteração na Resolução 72.

O estudo veio confirmar o sentimento, que já existe desde 2003 no Syndarma, da necessidade de medidas imediatas quanto ao aumento nos efetivos de oficiais de náutica e de máquinas egressos dos centros de instrução da Marinha. Com os recentes planos de expansão da frota de apoio marítimo, navios-sonda e petroleiros, e a contratação efetivada de porta-contêineres, essas medidas se tornaram ainda mais necessárias, diz Roberto Galli, vice-presidente executivo do Syndarma.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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