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Pesquisa mostra piora das perspectivas dos empresários de construção

SÃO PAULO - A crise financeira ruiu a confiança do empresariado do setor de construção civil. Levantamento feito entre o final de outubro e o começo de novembro pelo Sindicato da Indústria de Construção de São Paulo (Sinduscon-SP) mostra que o indicador que mede a perspectiva de desempenho futuro do setor ficou em 43,5 pontos.

Valor Online |

Em uma escala de 0 a 100, o número indica pessimismo. Tal patamar está 28,9% abaixo do verificado na pesquisa de agosto e 27,4% inferior ao nível apurado um ano antes.

A baixa mais expressiva foi notada na perspectiva de crescimento econômico do país, que tombou 50,1% em relação à pesquisa feita no mesmo período de 2007 e ficou em 30,3 pontos. Na comparação com o levantamento de agosto, o recuo também foi significativo, de 45,4%.

Outro sintoma negativo gerado pela crise aparece no estreitamento da capacidade de financiamento e fica evidente na avaliação dos empresários em relação ao mercado de capitais como fonte de recursos. A percepção em relação a essa alternativa caiu 58,8% em relação ao ano passado e fechou essa pesquisa em 30 pontos.

O presidente da entidade, Sergio Watanabe, acredita que os empresários do setor imobiliário, que vinham desfrutando da demanda reprimida por imóveis de alto padrão, podem ser levados, pela crise, a se arriscar um pouco mais no segmento de unidades com valor abaixo de R$ 300 mil.

"A grande demanda está na faixa de renda menor, de famílias que ganham até cinco salários mínimos", lembra o dirigente. Como os financiamentos da Caixa cobrem boa parte dos imóveis mais baratos, esse seria um mercado onde existe potencial de crescimento, embora seja menos rentável do que o de alto padrão.

Mesmo no segmento de baixa renda, a insegurança pode reduzir a demanda. Dependentes de garantia de emprego e renda, os futuros mutuários podem rever os planos de comprar a casa própria neste momento de crise econômica.

Watanabe lembra ainda que o grupo de baixa renda é sensível a ambientes de instabilidade e à inflação, que reduz a capacidade de compra e de endividamento. Assim, apenas a clareza em torno do futuro dará condições para a demanda continuada no segmento imobiliário.

Ele diz ainda que a manutenção ou redução das taxas de juros praticadas no segmento, embora sejam um estímulo, não formam a decisão de compra. Por ser um bem definitivo e único na maioria dos casos, a tomada de decisão da compra é algo pensado sobretudo pelo ponto de vista da expectativa de emprego.

Estudo da FGV Projetos para o setor, divulgado nesta quarta-feira, prevê que, no melhor cenário domestico, com o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo 3,8% no ano que vem, o PIB do setor de construção teria alta de 4,7%. No caso de um impacto maior da crise global sobre a atividade doméstica (alternativa considerada menos provável), com um crescimento da economia de 2,8%, a construção civil conseguiria crescer ainda 3,5% ante 2008.

 

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