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SÃO PAULO - A tendência das vendas no varejo para este primeiro trimestre de 2009 mostra a possibilidade de uma queda real de 1,89% no faturamento, com ajuste sazonal, em relação ao último trimestre de 2008, mas segundo a Fundação Instituto de Administração (FIA) esse número pode ser otimista. Cláudio Felisoni, coordenador do Programa de Administração de Varejo (Provar) da FIA, a queda vai ser puxada pelas vendas em supermercados, cuja baixa prevista é de 2,25% para o período em análise. A deflação, segundo ele, pode explicar o movimento.

Feita com base na série temporal do indicador de de vendas no varejo apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) até novembro, a estimativa mostra também baixa de 0,17% para as vendas na área de combustíveis e lubrificantes.

Já para as vendas de veículos, motos e peças, a projeção da entidade é de aumento de 6,39%. O grupo de tecidos, vestuário e calçados também deve ter vendas 3,71% maiores, sempre na comparação com o trimestre imediatamente anterior. Para móveis e eletrodomésticos, a perspectiva de aumento de 0,86% no faturamento do período.

A estimativa está alinhada com a pesquisa de intenção de compra feita pela Provar na capital paulista neste mês, que mostrou queda do número de consumidores que pretendem fazer compras neste trimestre. No último trimestre de 2008 os que planejavam fazer compras eram 73,8% do total, nesta edição da pesquisa a fatia caiu para 66,6%.