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SÃO PAULO - As companhias privadas americanas perderam 79 mil postos de trabalho durante o mês de junho. A queda é a maior desde novembro de 2002, segundo os dados da ADP, empresa que processa folhas de pagamento. Os dados de maio foram revisados, de uma criação de 40 mil para 25 mil postos de trabalho.

Os números oficiais, do Departamento de Trabalho dos EUA, serão apresentados amanhã. A previsão aponta para a perda de 50 mil a 60 mil postos de trabalho no mês passado, seguindo retração de 49 mil em maio. Para a taxa de desemprego, a previsão é de leve baixa, de 5,5% para 5,4%.

A consultoria UpTrend lembra que 70% do Produto Interno Bruto (PIB) americano depende do consumo, e que a recuperação do mercado de trabalho é um dos pontos mais importantes para a saída da crise deflagrada pelas hipotecas de alto risco e agora alimentada pela elevação da cotação de diversas commodities.

Por essa razão, a consultoria acredita que, caso os dados oficiais confirmem a forte baixa projetada pela ADP, sobressai a visão de que o Federal Reserve (Fed), banco central americano, pode segurar as taxas estáveis em 2% por mais uma reunião.

(Valor Online)

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