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Peru vê potencial para Brasil investir tanto quanto China

SÃO PAULO (Reuters) - Ansioso pela chegada de bancos do vizinho mais rico ao seu país e fã de cachaça, o presidente do Peru, Alan García, afirmou nesta quinta-feira que o Brasil tem potencial para igualar ou superar a China como grande investidor estrangeiro na nação andina. É para isso que eu vim... para mostrar que o Brasil pode investir dez vezes mais no Peru, disse García a jornalistas após encontro com empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Reuters |

'O nosso comércio não pode ficar de mãos atadas. Conforme isso for se resolvendo, o Brasil vai tirando outros países que tenham menor recursos tecnológicos ou que estejam menos próximos do Peru,' completou ele, que mais tarde vai sugerir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que antecipe a vigência de um acordo comercial entre os países para 2015. A data prevista é 2019.

Garcia quer também 'um ousado acordo bilateral (com o Brasil), para mostrar que o mundo continua depois da rodada de Doha' de negociações comerciais.

Em 2007, a corrente de comércio entre China e Peru ficou em 5,3 bilhões de dólares, o que colocou o país asiático como o segunda maior parceiro dos andinos --atrás apenas dos Estados Unidos.

No primeiro semestre deste ano, Brasil e Peru tiveram comércio bilateral de apenas 1,53 bilhão de dólares, com exportações brasileiras para o Peru de 1,049 bilhão de dólares e importações daquele país de 489 milhões de dólares, segundo dados oficiais. Os números vieram depois de um encontro de Garcia e Lula em maio, no qual o brasileiro prometeu mais investimentos no país andino.

'Ainda tem muito espaço para o Brasil investir no Peru. Os bancos brasileiros, por exemplo, não estão lá ainda. Reforço aqui o convite a eles, queremos vocês lá', disse o presidente peruano durante discurso aos empresários brasileiros.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirmou que essa é a primeira missão peruana que vem ao Brasil chefiada pelo líder máximo do país e todo o seu gabinete para promover integração comercial entre os vizinhos.

Além do pano de fundo econômico, García afirmou que o Brasil exerce liderança na América do Sul porque é 'capaz de construir consensos em uma região na qual há posições claramente distintas', em uma alusão aos governos de esquerda de Venezuela, Equador e Bolívia e o de direita, da Colômbia.

Ausente por 'razões constitucionais' do encontro da União Sul-americana de Nações (Unasul) que discutiu a crise boliviana na segunda-feira, García afirmou que se sentiu 'plenamente representado' pela postura do governo brasileiro, que incentivou um acordo entre o presidente Evo Morales e a oposição, que governa um Departamento onde ocorreram mortes de camponeses favoráveis às medidas do líder do país.

(Por Mauricio Savarese)

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