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Peru define normas para negociação de energia elétrica ao Brasil

Lima, 6 mai (EFE).- O Peru só exportará ao Brasil o volume excedente de energia elétrica, afirmou nesta quinta-feira o vice-ministro peruano de Energia e Minas, Daniel Cámac, após o anúncio do fim das negociações para a interconexão elétrica entre os dois países.

EFE |

Lima, 6 mai (EFE).- O Peru só exportará ao Brasil o volume excedente de energia elétrica, afirmou nesta quinta-feira o vice-ministro peruano de Energia e Minas, Daniel Cámac, após o anúncio do fim das negociações para a interconexão elétrica entre os dois países. O acordo, que deve ser aprovado pelo Congresso brasileiro e pelo Executivo peruano para entrar em vigor, estabelece as normas para que os países comercializem a energia elétrica gerada em seus territórios. Segundo afirmou Cámac na rede de televisão "Canal N", uma cláusula estabelece as prioridades na hora de destinar a energia peruana: primeiro para o serviço público local (mercado regulado), depois para o mercado livre local (como empresas de mineração) e por último o mercado brasileiro. "O acordo com o Brasil vai a permitir a construção de grandes centrais hidroelétricas para abastecer o mercado interno e depois a venda de excedentes ao mercado brasileiro", afirmou Cámac. O objetivo do Peru é assegurar o abastecimento do país perante o grande crescimento da demanda energética esperada para os próximos anos, podendo passar dos atuais 5 mil megawatts para 25 mil ou 30 mil em 30 anos. EFE fcg/fm

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