Lima, 4 abr (EFE).- O primeiro-ministro peruano, Javier Velásquez, confirmou hoje a morte de um civil em um enfrentamento com a polícia no início de greve dos mineiros artesanais do país.

Lima, 4 abr (EFE).- O primeiro-ministro peruano, Javier Velásquez, confirmou hoje a morte de um civil em um enfrentamento com a polícia no início de greve dos mineiros artesanais do país. O protesto não tem prazo para acabar. O diretor de Defesa da Federação Nacional de Mineros Artesanais do Peru (FNMAP), Rafael Seminário, disse à agência Efe que "há nove mortos por bala e cinco feridos" na operação. O prefeito da localidade Caravelí, Camilo Cárcamo, informou, por sua vez, a morte de três pessoas por ferimentos à bala, segundo a portal de notícias "Elcomercio.pe" o que torna o número de vítimas fatais confuso. Na localidade de Chala, mais de seis mil trabalhadores bloquearam uma parte da estrada Pan-americana Sul. O trânsito foi restabelecido às 6h local (8h, Nrasília) após a intervenção policial como confirmou hoje em entrevista coletiva, o ministro do Interior, Octavio Salazar. A greve, convocada pela Federação Nacional de Mineros Artesanais do Peru e a Federação Mineira de Madre de Dios contra o Decreto de Urgência 012-2010, começou hoje a meia noite local (2h, Brasília). A previsão é que o protesto será acatado com força nas regiões de Madre de Dios, assim como em Arequipa, Ica e Puno, onde há uma grande quantidade de mineiros informais. O decreto propõe a criação de uma zona de exclusão mineira nas florestas de Madre de Dios e a etapa de formalização que evita a deterioração do meio ambiente pelo uso indiscriminado do mercúrio e de dragas, embarcações que removem ou alargam o leito dos rios. Para evitar atos de violência, o Governo decretou esta semana estado de emergência por 60 dias em sete províncias de Ica, Madre de Dios e Arequipa e autorizou às forças armadas a intervir perante a greve indefinida. A mineração informal e ilegal no Peru se concentra principalmente na extração de ouro nas regiões de Madre de Dios e Puno, no sudeste do país, e movimenta US$ 600 milhões por ano. Estima-se que esta atividade produza 20 toneladas de ouro por ano em diferentes pontos do país além de empregar no mínimo 40 mil pessoas, embora este número possa chegar a 100 mil, segundo dados oficiais. EFE watt/pb
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