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Perspectivas para exportações de carnes são positivas, diz Stephanes

Brasília, 05 - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou que as perspectivas são positivas para as exportações de carne bovina e frango, apesar das dificuldades para venda desses produtos no mercado internacionais em função da crise financeira internacional que reduziu a oferta de crédito para exportação e dos temores de queda na demanda mundial. Embora tenha havido uma queda nas exportações de carne bovina em dezembro, em janeiro houve uma recuperação, disse.

Agência Estado |

No caso da carne bovina, ele acredita em incremento das exportações para os países da União Europeia (UE), como resultado das inspeções feitas por técnicos europeus em fazendas brasileiras no mês passado. "Eles vieram auditar o trabalho de rastreamento. Ao fim do trabalho, os três chefes das missões me disseram que ficaram extremamente satisfeitos (com o trabalho feito pelas autoridades brasileiras). As avaliações foram positivas", afirmou ele. A reunião com os europeus aconteceu na segunda-feira.

O ministro disse que há "boa margem de colocação" para a carne bovina brasileira no mercado internacional. Para Stephanes, é possível retomar boa parte das vendas que foram bloqueadas no ano passado, em virtude da deficiências constatadas pelos europeus no sistema de rastreamento do rebanho adotado pelo governo brasileiro. Por causa desses problemas, os europeus optaram por comprar carne bovina de um número limitado de fazendas brasileiras. Hoje, disse Stephanes, 850 fazendas têm autorização para vender para o bloco.

Antes das falhas apontadas pelos europeus, a UE absorvia entre 18% e 20% das exportações brasileiras de carne bovina, comentou o ministro. Em termos de preço, a participação chegava a 30%. A diferença é justificada pelo valor dos lotes vendidos para o bloco, que só compra cortes nobres do Brasil. "Com os problemas de rastreabilidade da UE, num determinado momento, esse valor e o volume chegaram quase a zero", afirmou.

Atualmente, disse ele, o bloco importa do Brasil um terço do que importava antes da crise do rastreamento. "Ainda temos margem para exportar para a União Europeia", afirmou. A expectativa do ministro é que os embarques para o bloco se normalizem ao longo deste ano. "Vamos, aos poucos, voltando aos níveis anteriores. Dois terços do que tínhamos é um ótimo avanço", afirmou.

Itália

Stephanes minimizou a decisão do governo da Itália de suspender a visita de um grupo de dirigentes da área de saúde pública animal a Santa Catarina. "Ninguém comunicou o que houve. De qualquer forma, não era um programa de curto prazo", afirmou. O cancelamento da visita é considerado uma retaliação à decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, de conceder refúgio político ao italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua no país europeu.

Stephanes disse que a Itália negocia com o Brasil há mais de um ano um acordo para a importação de bezerros para criação nas fazendas italianas. "A Itália já importa esses animais de outros países, inclusive da União Europeia. Mas o bloco ainda não se manifestou favoravelmente à importação do Brasil", afirmou.

Missões Comerciais

O ministro informou que a pasta está "acelerando" as missões comerciais para tornar viável a ampliação das exportações agrícolas do País. Ele disse que no caso do frango, as questões burocráticas que envolvem as exportações para a China estão resolvidas. "Houve queda nas exportações de frango e possivelmente haverá queda na produção, mas com a abertura de alguns mercados, como a China, a situação voltará ao normal", afirmou.

No caso da suinocultura, a situação é mais crítica, avaliou. "Não temos uma visão do que podemos fazer e do que vamos fazer", completou. O ministro divulgou hoje uma nova estimativa para a safra de grãos. Os números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam produção de 134,7 milhões de toneladas, queda de 6,5% em relação ao volume colhido em 2008.

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