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Perspectiva de venda menor faz indústria dar prazo e segurar preço

RIO - Diante da previsão de desaceleração de consumo de bens duráveis, pelo menos no início deste ano, as varejistas têm conseguido melhores condições de negociação com seus fornecedores. O que significa, entre outros aspectos, que o repasse da alta do dólar para os preços têm sido adiado.

Valor Online |

" Todo mundo sabe que este ano vai ser mais difícil e a indústria está sendo parceira nessa hora. Fechamos ótimas negociações comerciais " , diz Marcos Vignal, diretor comercial da rede varejista Ponto Frio. Segundo ele, além de bons acordos em relação aos preços, os fabricantes têm apoiado a rede na promoção de produtos e no marketing de lançamentos.

O gerente comercial Gilson Bogo, da rede catarinense Berlanda, conta que, apesar da pressão por reajustes no fim do ano passado, neste momento os fornecedores não estão acenando com aumentos. " Poucos falam em preços porque estão preocupados em vender " , afirma.

Por isso, estão oferecendo também prazos mais longos de pagamento. De acordo com Bogo, o prazo se estendeu entre 30 dias e 60 dias a mais do que normal.

A Berlanda, que tem 105 lojas, não programa grande volume de encomendas de produtos em janeiro. Bogo destacou que neste mês haverá compras " pontuais " de alguns produtos, mas o movimento não será tão forte como em janeiro do ano passado.

Ele explica que embora a rede tenha feito uma " megaliquidação " no dia 5 e tenha vendido 70% do mostruário, meta que pretendia, o estoque foi reforçado acima da média no fim de 2008 para fugir do reajuste de preços depois do estouro da crise, e por isso ainda tem um bom volume de mercadorias estocadas. " Antecipamos compras (naquela ocasião), ficamos superestocados, já prevendo Natal e as vendas de janeiro " , afirma.

Segundo ele, as vendas foram boas no Natal, com crescimento de 16% em relação ao ano anterior. Dentre os produtos que tiveram vendas mais fortes estiveram aparelhos de celular e televisores.

No Ponto Frio, a TV de LCD foi a estrela de consumo do Natal. As novidades tecnológicas acabaram sustentando as vendas de fim de ano, que fecharam dentro das expectativas. Depois da TV, os laptops foram os itens mais vendidos. O Ponto Frio promoveu liquidação na sexta-feira, quando não só vendeu produtos do estoque, mas fez novas encomendas à indústria.

(Ana Paula Grabois e Vanessa Jurgenfeld | Valor Econômico)

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