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Perfuração permitirá saber se área é única

O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, confirmou ontem que há uma primeira impressão de que podemos ter áreas a serem unitizadas no pré-sal. Isso significa que anúncios de descobertas em áreas até agora distintas podem representar, na verdade, um mesmo campo petrolífero.

Agência Estado |

O executivo destacou, no entanto, que ainda não há nada garantido, porque somente a partir de agora serão iniciadas as perfurações que vão permitir determinar a extensão dos reservatórios para além dos limites dos blocos.

"Estamos preparando uma programação de perfurações que permitirá uma avaliação mais completa dos dados técnicos sobre esses blocos. Por enquanto, o que existe é muita especulação", disse Estrella, ao chegar, ontem à noite, à Assembléia Legislativa do Rio, onde foi homenageado com a Medalha Tiradentes.

O diretor lembrou que a área de Tupi é a única com avaliações mais adiantadas. Mas, mesmo nesse caso, os dados do reservatório são pouco conhecidos. Segundo ele, a idéia é "acelerar esse conhecimento" em 2009 - quando será iniciado o Teste de Longa Duração, que permitirá retirar 20 mil barris de óleo por dia de Tupi.

"A idéia é jogar as sondas preferencialmente no pré-sal. Mas é claro que temos ainda uma carteira, que vai do Oiapoque ao Chuí, e que não pode ser desconsiderada." O diretor informou que, além de uma sonda que será deslocada do Golfo do México para o Brasil, há ainda dois equipamentos desse tipo encomendados pela Petrobras que estão sendo construídos na Coréia. Eles serão trazidos ao Brasil em vez de serem encaminhados a empreendimentos da estatal no exterior, como inicialmente projetado.

O diretor lembrou ainda que a nova província descoberta na Bacia de Santos está exigindo uma concepção de equipamentos completamente diferente dos utilizados hoje no maior pólo produtor de petróleo do Brasil, na Bacia de Campos. Com essa estrutura, a empresa está perfurando poços adaptados ao pré-sal, o que vem permitindo baratear custos nas operações naquela região.

Politização

O senador Delcídio Amaral (PT-MS) reclamou ontem da "politização" dos debates sobre o novo modelo para o setor de petróleo, iniciados com a descoberta do pré-sal. Favorável a mudar a lei, ele afirmou que o governo precisa discutir o tema "do ponto de vista técnico e com tranqüilidade". "Precisamos estudar para ver o que é mais importante para o País. Pode-se até concluir que uma estatal é melhor, mas precisamos de elementos para tomar a decisão."

"O que assusta o investidor são mudanças ao sabor dos ventos, tomadas de forma rápida. Se o investidor sentir que a coisa é discutida com calma, não verá problemas", avaliou Delcídio, em entrevista após participar de fórum sobre a Lei do Gás, no Rio.

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