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PERDIGÃO tem prejuízo com impacto de câmbio em despesas

SÃO PAULO (Reuters) - A Perdigão, uma das maiores empresas de carnes do Brasil, registrou prejuízo de 25,4 milhões de reais no terceiro trimestre de 2008, ante um lucro de 90,2 milhões de reais no mesmo período de 2007, informou a empresa em um comunicado nesta terça-feira. O impacto cambial nas despesas financeiras, decorrente da desvalorização do real --no valor de 200,9 milhões reais sem efeito caixa--, fez com que o resultado líquido ficasse negativo, explicou a companhia.

Reuters |

De acordo com nota, a empresa manteve no período uma exposição cambial de aproximadamente 700 milhões de dólares, "o que corresponde a menos de três meses de suas exportações, mantida usualmente pela Perdigão para fazer frente às suas operações externas".

A Perdigão fechou o terceiro trimestre com receita bruta de 3,5 bilhões de reais, valor 80,4 por cento superior ao obtido em igual período do ano anterior.

Em volumes, a empresa teve no período um crescimento de 89,3 por cento no total de vendas de todas as linhas (carnes, lácteos e outros processados), com o "bom desempenho nos mercados interno e externo e pela incorporação dos novos negócios (Eleva, Plusfood e Cotochés)".

"Com essa performance foi possível minimizar os efeitos da forte oscilação dos preços das commodities e das principais matérias-primas, além da acentuada desvalorização do real em relação ao câmbio que permearam o trimestre", acrescentou a Perdigão.

Com redução de despesas, melhor desempenho das vendas e aumento de 44,9 por cento das receitas advindas de produtos processados, além da consolidação das aquisições feitas pela empresa no último ano, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Perdigão atingiu 274,9 milhões de reais, um aumento de 20,7 por cento.

Entretanto, no acumulado do ano até setembro, a empresa acumula prejuízo líquido de 856,2 milhões de reais, contra lucro de 223,8 milhões no mesmo período de 2007.

O faturamento da empresa nos nove primeiros meses do ano, no entanto, subiu 73,9 por cento, para 9,6 bilhões de reais.

"A demanda aquecida por proteínas animais no mercado internacional e o crescimento da renda real no mercado interno, que favoreceu o consumo de alimentos, influenciaram o bom desempenho", completou a empresa.

(Texto de Roberto Samora)

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