São Paulo, 11 - A Perdigão informou que não foi notificada pelas autoridades sanitárias da Coreia do Sul ou pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil sobre a devolução de uma carga de 23,5 toneladas de carne de frango congelada que chegou ao país asiático na terça-feira da semana passada. Por meio de nota, a empresa ainda afirmou que a substância que a Coreia do Sul alega ter encontrado no produto, o antibiótico cloranfenicol - proibido na produção de frango -, não é utilizado no processo de criação de aves destinadas a suas linhas de produção, o que torna absolutamente inviável a presença do referido antibiótico em produtos fabricados pela empresa.

Diante da "absoluta impossibilidade" de haver vestígios do antibiótico em carga exportada pela Perdigão, a empresa afirma que vai procurar as autoridades sanitárias da Coreia do Sul para que o fato seja apurado. Segundo a companhia, o uso e a comercialização da substância cloranfenicol, no âmbito da atividade agropecuária, são proibidos pela legislação industrial e sanitária do Brasil desde 1998.

"E a empresa cumpre rigorosamente toda a normatização regulatória relativa às atividades desse setor", afirma o texto. A Perdigão diz também que suas equipes técnicas de qualidade mantêm um rígido controle sobre todas as etapas de sua cadeia produtiva, prática que garante o cumprimento da legislação vigente no Brasil e nos países onde atua.

Além disso, a Perdigão informa que o Plano Nacional de Controle de Resíduos, desenvolvido pelo Ministério da Agricultura brasileiro considerando amostras de 2006 a 2008, certificou que 100% dos testes relacionados à detecção do cloranfenicol não apresentaram o uso desse princípio ativo na agropecuária nacional, em nenhuma das análises.

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