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Perdas de supermercados somaram ao menos R$3 bi em 2007, aponta estudo

SÃO PAULO - O crescimento próximo a 10% registrado em 2007 no faturamento do setor supermercadista brasileiro não foi acompanhado por investimentos em prevenção a perdas. Resultado: o índice de perdas chegou, no mínimo, à casa dos R$ 3 bilhões no ano passado, um crescimento de 20% em relação a 2006, quando ficou em torno de R$ 2,5 bilhões.

Valor Online |

Os números levam em conta um estudo divulgado nesta quinta-feira pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), em parceria com a consultoria ACNielsen e com o Programa de Administração de Varejo (Provar) da Fundação Instituto de Administração (FIA). Pelos dados apresentados, o índice de perdas de 2007 representou 2,15% do faturamento dos supermercados ouvidos, que atingiu R$ 136,3 bilhões. No ano anterior, o indicador ficou em 1,97%.

No entanto, o volume de perdas pode ter sido bem maior. Isso porque o percentual informado no estudo contempla supermercados cujos faturamentos representam apenas 36% do total registrado pelo setor em 2007. De acordo com a FIA, as entidades que não respondem às pesquisas costumam registrar índices de perdas maiores, na casa de 4%. Nesse cenário, a perda total do setor poderia chegaria a R$ 4,5 bilhões.

A perda acontece sempre que um produto registrado no estoque do supermercado deixa de ser faturado por fatores como roubo, quebra ou extravio de mercadorias, além de erros administrativos e problemas com fornecedores, entre outros. Segundo o coordenador do Provar, Cláudio Felisoni, os investimentos realizados em prevenção não foram suficientes para acompanhar o crescimento das vendas.

De acordo com a pesquisa divulgada, 43,2% das perdas registradas em 2007 foram motivadas por quebra operacional, que abrange tanto quebra de produtos como alimentos que estragam antes de serem vendidos. Outros 37,3% de perdas foram ocasionados por furtos e 12,3%, por erros administrativos. Problemas com fornecedores responderam por 6,4%, enquanto outros fatores representaram 0,8% das perdas.

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