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Perdas de empresas e fraqueza nos EUA ditam queda na Bovespa

Por Aluísio Alves SÃO PAULO (Reuters) - Uma tempestade de resultados corporativos assustadores combinada com novas mostras de debilidade da economia norte-americana fizeram a Bovespa naufragar após quatro sessões seguidas de valorização.

Reuters |

Arrastado por ações de bancos e de empresas de commodities, o Ibovespa assinalou baixa de 1,46 por cento, aos 39.638 pontos. A predominância das vendas coincidiu com o enxugamento do giro financeiro, que somou apenas 2,83 bilhóes de reais na sessão, um dos mais fracos do mês.

"Não faltaram motivos para vender ações, especialmente depois de a bolsa ter subido bem nos últimos dias", disse Roberto Além, economista da M2 Investimentos.

A safra de evidências dos estragos causados pela crise nas empresas teve nesta quinta-feira um capítulo particularmente cheio. A Sony divulgou prejuízo no último quarto de 2008 e previu fechar o ano fiscal com perda recorde. Além dos prejuízos, Toshiba e Kodak adiantaram que vão demitir até 4,5 mil empregados em 2009, cada uma.

Fosse no prejuízo de 5,9 bilhões de dólares da Ford ou nos lucros menores da Shell e da 3M, os resultados vieram todos piores do que as expectativas.

Não bastasse os estragos no âmbito corporativo, o humor dos investidores azedou de vez quando vieram a público os dados macroeconômicos. Na zona do euro, a confiança econômica atingiu recorde de baixa em janeiro. E nos EUA, as encomendas de bens duráveis caíram pelo quinto mês consecutivo, os novos pedidos de auxílio-desemprego cresceram acima das projeções e as vendas de novas moradias tiveram a maior queda mensal em 14 anos.

"Com tanta notícia ruim, não tinha jeito de segurar o mercado", disse Além.

Diante disso, até o que podia servir de consolo --a aprovação do pacote de estímulo fiscal do governo Obama pelos deputados-- foi visto com ceticismo. Segundo profissionais do mercado, a votação apertada foi vista pelos investidores como sinal de vida dura para o novo presidente dos Estados Unidos.

Na bolsa paulista, as ordens de venda se concentraram nas ações de bancos e empresas de commodities. No setor financeiro, Banco do Brasil puxou a fila, caindo 3,8 por cento, a 14,15 reais. No ramo de metais, Vale perdeu 3 por cento, a 28,50 reais, arrastando consigo as siderúrgicas.

O setor de pior desempenho foi o de papel e celulose, com destaque para Aracruz, que desabou 4,7 por cento, negociada a 2,02 reais, mesmo depois de a Moody's ter alterado a direção da revisão do rating da companhia, de rebaixamento para elevação.

O destaque positivo foi Usiminas, com avanço de 5,4 por cento, para 27,51 reais, depois da notícia de que a Nippon Steel, sua principal acionista, vai comprar todas as ações detidas pela Vale na siderúrgica.

"O aumento do investimento na siderúrgica brasileira reforça a confiança que o grupo japonês deposita na estratégia de crescimento da Usiminas no longo prazo", disse a corretora Planner, em relatório.

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