As autoridades chinesas iniciaram nesta segunda-feira uma conferência de três dias para definir os pontos fundamentais da política econômica para 2009, no momento em que o gigante asiático, exposto à crise financeira mundial, enfrenta uma desaceleração do crescimento.

A Conferência sobre o Trabalho Econômico Central é o acontecimento anual mais importante para definir os planos econômicos do ano seguinte, com a presença dos principais dirigente chineses, como o presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao.

O encontro deste ano é considerado o mais importante em uma década, em conseqüência da rápida deterioração da economia mundial e das previsões de que a China, cujo crescimento depende em grande parte das exportações, registrará a maior desaceleração em quase duas décadas.

Como a economia chinesa se sustenta pelas exportações e o país é o maior beneficiário da globalização econômica, a crise financeira mundial tem um grande impacto no país.

A conferência vai girar em torno da maneira como o governo utilizará as alavancas fiscais e monetárias para estimular a criação de empregos e a demanda doméstica, reduzindo a dependência das exportações.

O governo teria como objetivo definir as medidas para alcança um crescimento de pelo menos 8% em 2009.

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu a 9% no terceiro trimestre de 2008, o menor nível em cinco anos.

O governo de Pequim teme que a desaceleração deixe milhões de desempregados, criando uma instabilidade social.

Outro ponto a ser examinado é a possibilidade de desvalorizar a moeda chinesas, o yuan, para estimular as exportações.

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